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Debate da Globo: Flávio Bolsonaro deve moderar o tom, diz analista da UnB

Flávio Bolsonaro deve evitar deslizes no debate da Globo, diz o cientista político Murilo Medeiros. Veja o que muda para o eleitor indeciso.

Bruno Teles
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Debate da Globo: Flávio Bolsonaro deve moderar o tom, diz analista da UnB
Imagem: Reprodução/InfoMoney.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve adotar um tom mais moderado no debate contra Lula (PT) na TV Globo, previsto para sexta-feira (23). A avaliação é do cientista político Murilo Medeiros, professor da Universidade de Brasília (UnB), que vê o confronto como um dos últimos momentos capazes de influenciar eleitores indecisos antes do segundo turno.

Medeiros deu a entrevista ao Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, nesta quarta-feira (21). Segundo ele, a vantagem que Flávio obteve no primeiro turno o leva a evitar confrontos desnecessários. Lula, por outro lado, precisaria assumir mais riscos para reverter o resultado.

O que o analista avalia sobre o tom

Para o professor, um deslize do senador nessa reta final pode custar votos. Nas palavras dele: "Qualquer deslize, qualquer interpretação mal compreendida sobre algum tema popular, pode custar votos para Flávio nessa reta final. Então, Flávio tende a jogar mais parado."

FLÁVIO BOLSONARO X LULA: DEBATE PRESIDENCIAL DO 2º TURNO | ÍNTEGRA
FLÁVIO BOLSONARO X LULA: DEBATE PRESIDENCIAL DO 2º TURNO | ÍNTEGRA (Band Jornalismo no YouTube)

Medeiros também avalia o debate da Band, realizado no domingo (18). Segundo ele, Flávio pareceu mais preparado para o formato, embora tenha se esquivado de algumas perguntas, às vezes com deboche. Sobre Lula, o professor diz que o petista estava mais irritado e teve dificuldade para responder a algumas provocações.

Cena ilustrativa: Flávio Bolsonaro e Lula em fotos separadas de campanha, expressões sérias, sem texto sobreposto e sem logo da , no trecho “Por que a pesquisa deixa pouco espaço para erros” Foto: Agência Senado/Flickr (CC BY-SA 4.0). Fonte

Por que a pesquisa deixa pouco espaço para erros

A Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. O cenário é de empate técnico, e isso faz cada eleitor contar. A mesma pesquisa aponta rejeição de 52% ao senador e de 47% ao presidente.

Para o analista, esses números mostram que Flávio precisa evitar novos fatores de desgaste. Lula, por sua vez, tenta transformar a resistência ao adversário em votos. Por isso, o tom importa tanto quanto as ideias, como ele resume: "O tom, a forma como eles vão se apresentar ao eleitor, vai importar muito."

O InfoMoney lembra ainda um dado histórico: "nenhum candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu, até hoje, vencer o segundo".

Quadro de serviço: o que se sabe sobre o debate

  • Data: sexta-feira (23), na TV Globo.
  • Participação: até a noite de quarta-feira (21), as campanhas não tinham confirmado a presença dos candidatos.
  • Condição do PT: dirigentes do partido condicionam a presença de Lula à adoção de mecanismos de checagem de informações em tempo real.
  • Segundo turno: domingo (25), dois dias depois do debate. Isso reduz o tempo para responder a uma eventual repercussão negativa.

O que muda para o eleitor indeciso

Afinal, o que um tom mais moderado significa para quem ainda não escolheu? Para Medeiros, o efeito vai além do placar. Um confronto agressivo também pode afastar quem já demonstra pouco interesse pela disputa. Ele alerta: "Se for um debate muito belicoso, repleto de denúncias de lado a lado, esse eleitor pode simplesmente abrir mão de sair de casa para votar."

Na análise do professor, o debate de sexta-feira pode pesar menos pelas propostas e mais pela forma como cada candidato se apresenta ao eleitor.

Fonte: InfoMoney

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