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Arrecadação federal sobe 5,62% em setembro; veja o que puxou a alta e o que muda para você

A arrecadação federal somou R$ 239,4 bilhões em setembro, com alta real de 5,62%. Veja o que puxou o resultado e o que muda para você.

Maria Heloisa Barbosa Borges
Edição: Bruno Teles
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Arrecadação federal sobe 5,62% em setembro; veja o que puxou a alta e o que muda para você
Imagem: Agência Brasil.

A arrecadação federal somou R$ 239,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,62% na comparação com setembro de 2025. Os dados são da Receita Federal, com inflação descontada pelo IPCA, e foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Agência Brasil. O total chama atenção, mas o que mais interessa é de onde veio o dinheiro.

Arrecadação federal em setembro: o que puxou a alta

Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pela contribuição previdenciária, pelo PIS/Cofins, pelo Imposto de Renda retido na fonte sobre rendimentos de capital e pelo IRPJ com a CSLL. O órgão também citou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

A Previdência somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. A Receita ligou esse avanço ao crescimento real de 1,72% da massa salarial em agosto e ao aumento de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário. Também pesaram o avanço de 14,88% nas compensações tributárias com débitos previdenciários e a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos.

Quadro de serviço: quanto entrou em cada frente

  • Total de setembro: R$ 239,4 bilhões, com alta real de 5,62%.
  • Acumulado de janeiro a setembro: R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97%.
  • Previdência: R$ 64,6 bilhões no mês, com alta real de 6,18%.
  • Importações: R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%.
  • IRRF sobre rendimentos de capital: R$ 12,06 bilhões no mês, com alta real de 9,68%.

O que muda para você

Aqui está a parte que chega ao seu bolso. O IRRF sobre rendimentos de capital subiu por causa de mais arrecadação sobre aplicações de renda fixa e da tributação de dividendos. Quem tem aplicações de renda fixa ou recebe dividendos está do lado desse número.

Nas importações, a Receita atribuiu a alta ao crescimento das compras do exterior e ao aumento das alíquotas efetivas, mesmo com a taxa média de câmbio 4,15% menor. No trecho divulgado, o único aumento de alíquota citado é esse, das importações. Não há menção a aumento geral de alíquota para o contribuinte.

Um mês isolado pode oscilar por fatores pontuais, e por isso o acumulado é a leitura mais segura. No ano, o IRPJ e a CSLL somaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%, e o PIS/Cofins chegou a R$ 466,55 bilhões, com alta de 4,1%. O resultado de janeiro a setembro, de R$ 2,351 trilhões, mostra que o crescimento veio de previdência, PIS/Cofins e renda fixa, não de uma única frente. Para quem acompanha as contas públicas, esse é o dado que vale guardar.

Fonte: Agência Brasil Economia

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