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GWM Haval H7 custa R$ 30 mil a menos que o Jetour T2 4x2: vale a pena? Veja o teste

GWM Haval H7 tem 370 cv, bateria de 27,5 kWh e custa R$ 30 mil a menos que o Jetour T2 4x2. Veja o teste de desempenho, freios e consumo.

Maria Heloisa Barbosa Borges
Edição: Bruno Teles
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GWM Haval H7 custa R$ 30 mil a menos que o Jetour T2 4x2: vale a pena? Veja o teste
Imagem: Reprodução/YouTube/Autoesporte. Fonte original

O GWM Haval H7 sai por R$ 261 mil, em versão única, e fica R$ 30 mil abaixo da versão de entrada 4x2 do Jetour T2, segundo o teste da Autoesporte. Para quem busca um SUV híbrido plug-in por menos dinheiro, a conta chama atenção. Mas o preço conta só parte da história, e o teste mostra acertos e falhas que pesam no dia a dia.

GWM Haval H7: motor, desempenho e bateria

O carro usa motor 1.5 turbo flex combinado a dois motores elétricos, um em cada eixo. O conjunto entrega 370 cv e 77 kgfm de torque, com câmbio DHT de quatro marchas. A bateria LFP de 27,5 kWh fica sob o assoalho.

Na pista da Autoesporte, o H7 foi de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos, meio segundo mais lento que o número oficial da GWM. Nas retomadas, foram 3,3 segundos de 60 a 100 km/h. O Jetour T2 tem 7,5 segundos de 0 a 100 km/h, segundo a marca. Esse número é de outra fabricante e foi medido de outra forma, então a comparação serve como referência, não como placar.

O conjunto híbrido dá conta do peso, mesmo com 2.170 kg na balança. Na cidade, a saída do semáforo é tranquila. Na estrada, a retomada também responde bem.

Na trilha de areia e pedra, a tração integral mostrou serventia, e os modos Normal e Areia ajudaram. Nesse uso, a carroceria chacoalha e o conforto fica em segundo plano.

Freios, ruído e o que incomoda no dia a dia

O ponto mais criticado é o freio. O pedal tem curso longo, e o carro demora a responder, o que pede pisadas mais fortes tanto na cidade quanto na estrada. Segundo a GWM, o sistema é igual ao do H6. Mesmo assim, o H7 é mais pesado: 2.170 kg contra 1.915 kg do H6 PHEV16.

Na frenagem de emergência, porém, o H7 se sai melhor. De 100 km/h até parar, ele percorre 39,2 metros, contra 41 metros do H6 PHEV19.

Ao acelerar com força, o som do motor a combustão entra na cabine além do aceitável. Vento na carroceria e ruído dos pneus também incomodam, efeito do visual quadrado. O comando do teto solar fica na central multimídia. Com sol forte, fechar a persiana exige alguns segundos a mais e atenção ao trânsito, e botões físicos resolveriam isso.

Consumo, espaço e quadro de serviço

No circuito urbano, o H7 rodou só no modo elétrico, com 5,6 km/kWh. Com isso, a Autoesporte estima autonomia elétrica máxima de 124 km, considerando 20% de carga mínima na bateria. O Inmetro divulga 92 km. Na estrada, o consumo foi de 14,3 km/l com gasolina. Os testes usaram modo Eco e ar-condicionado ligado.

Atrás, o entre-eixos de 2,73 m deixa espaço para as pernas de dois adultos, e a bateria sob o assoalho não incomoda como em outros carros. O porta-malas tem 586 litros.

  • Preço: R$ 261 mil, versão única.
  • Rivais citados: Jetour T2 e Jeep Commander.
  • Motor e potência: 1.5 turbo flex com dois elétricos, 370 cv e 77 kgfm.
  • Bateria e recarga: LFP de 27,5 kWh; até 41 kW em corrente contínua e 6,6 kW em alternada.
  • Autonomia elétrica: 124 km estimados pela Autoesporte; 92 km pelo Inmetro.
  • Off-road: ângulo de ataque de 24° e de saída de 31,5°; vau de 58 cm, segundo a GWM.
  • Dimensões: 4,80 m de comprimento e 586 litros no porta-malas.

Para quem prioriza preço e força, o H7 cumpre o que promete. Quem não se adapta a um freio que responde devagar, ou ao ronco do motor em aceleração forte, deve fazer o test drive antes de decidir.

Fonte: Autoesporte

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