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Horse investe R$ 200 milhões no Paraná; entenda qual peça vai abastecer motores Renault

Horse investe R$ 200 milhões em fundição no Paraná para produzir cabeçotes de motores Renault. Entenda a função da peça e o alcance da nova linha.

Maria Heloisa Barbosa Borges
Edição: Bruno Teles
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Horse investe R$ 200 milhões no Paraná; entenda qual peça vai abastecer motores Renault
Imagem: Divulgação/Motor1 Brasil. Fonte original

Se você acompanha o Kardian ou o Boreal, o investimento de R$ 200 milhões da Horse no Paraná envolve uma peça central de seus motores: o cabeçote de alumínio. A nova linha tem capacidade para fabricar 210 mil unidades por ano, mas esse número não representa carros prontos nem motores completos.

Segundo o Motor1 Brasil, a estrutura inaugurada em São José dos Pinhais produzirá componentes para os motores turbo flex 1.0 e 1.3, destinados ao Brasil e à América Latina. A mudança amplia a fabricação local de peças para esses conjuntos.

Isso importa porque o cabeçote participa diretamente do funcionamento do motor. Em um documento técnico da Horse, a empresa explica que os dois motores utilizam coletores de escape integrados ao cabeçote, solução associada à resposta do turbo. Para você, a novidade está na origem industrial do componente; o anúncio não informa redução de preço dos carros nem alteração de consumo.

Qual peça a Horse vai produzir

O cabeçote fecha a parte superior dos cilindros e delimita a câmara de combustão acima dos pistões, conforme explica a Motorservice. Nesses motores, ele também abriga componentes do sistema de válvulas e passagens por onde circulam gases.

A capacidade anunciada é de 210 mil cabeçotes por ano. São peças destinadas à montagem dos motores, não um volume garantido de veículos vendidos.

A aplicação envolve o 1.0 turbo flex utilizado pelo Renault Kardian e o 1.3 turbo flex presente no Boreal. Ambos funcionam com gasolina e etanol.

O que muda com a fundição por gravidade

Como o alumínio vira uma peça com tantas cavidades? A fundição dá forma ao metal em um molde. Na tecnologia adotada pela nova linha, o preenchimento utiliza a gravidade.

Segundo a Horse, essa é a primeira estrutura do grupo no mundo com o processo. A unidade paranaense passa a reunir fundição por gravidade, alta pressão e baixa pressão.

O investimento também se soma aos R$ 100 milhões anteriormente destinados à produção do motor 1.3. São R$ 300 milhões em iniciativas distintas; os R$ 200 milhões do título correspondem à nova fundição.

A empresa informa redução aproximada de 35% nas emissões de CO₂ do sistema integrado de fusão e transporte de alumínio, na comparação com fornos de injeção tradicionais.

Essa redução se refere ao processo industrial, não às emissões do carro em circulação. Por isso, o percentual não pode ser usado como promessa de economia de combustível para o motorista.

Quadro de serviço: o que observar como consumidor

  • Investimento: R$ 200 milhões na nova linha de fundição em São José dos Pinhais, no Paraná.
  • Peça produzida: cabeçote de alumínio para motores turbo flex 1.0 e 1.3.
  • Modelos relacionados: Renault Kardian e Boreal.
  • Preço e consumo: o anúncio não apresenta mudanças nesses dados dos veículos.
  • Providência para o proprietário: a inauguração não é uma convocação de recall nem traz orientação para substituir peças.

O resultado concreto é ampliar a produção brasileira de um componente que ajuda a formar a câmara onde ocorre a combustão. A Horse está nacionalizando mais uma etapa dos motores Renault: a fabricação do cabeçote, não anunciando um novo motor ou uma troca para carros já vendidos.

Fonte: Motor1 Brasil

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