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Lula pede à PF investigar ilha de Richarlison comprada por R$ 10 milhões; entenda

Lula pediu que a PF investigue a ilha de Richarlison, mansão de R$ 10 milhões em Angra dos Reis. Veja quem está com o imóvel e o que falta saber.

Bruno Teles
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Lula pede à PF investigar ilha de Richarlison comprada por R$ 10 milhões; entenda
Imagem: Divulgação/Poder360. Fonte original

Lula pediu nesta quarta-feira (21), em vídeo publicado nas redes sociais, que a Polícia Federal investigue a ilha de Richarlison. A mansão de cerca de R$ 10 milhões fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), e hoje está com uma empresa do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo o Poder360.

O caso voltou a circular em outubro. Depois que o atacante do Tottenham Hotspur comentou "e a minha ilha?" em uma publicação de Flávio no Instagram, ele divulgou um vídeo cobrando investigações e afirmando que a Justiça falhou. Para você que compra imóvel, a história mostra como uma disputa por posse e registro pode durar anos, na Justiça e em órgãos públicos.

Como a ilha de Richarlison foi parar nas mãos de Willer Tomaz

Os fatos começam na pandemia. Entre 2020 e 2021, Richarlison comprou o imóvel em sociedade com Renato Velasco e Alencar da Silveira Júnior, presidente do América-MG. Segundo o jogador, ele investiu cerca de R$ 10 milhões no local.

Flávio chegou a visitar a mansão e fez ofertas de compra, mas todas foram recusadas, segundo o atleta. Em janeiro de 2021, o senador voltou à propriedade, desta vez acompanhado de Willer Tomaz.

A virada veio em maio de 2022. Uma ordem de reintegração de posse, pedida pela M Locadora, tirou a esposa do empresário do atleta da casa. A locadora, representada pelo ex-ministro Eugênio Aragão, dizia ter a posse do registro imobiliário desde 1986.

Depois disso, o terreno passou para Tomaz. Ele usou sua empresa, a WT Administração, para quitar R$ 2 milhões em pendências fiscais da M Locadora, por meio de um contrato de sub-rogação. Com a posse garantida em juízo, regularizou a área na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e transferiu o terreno para a própria empresa.

Quadro de serviço: o que está em jogo

  • Imóvel: mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), comprada por cerca de R$ 10 milhões.
  • Quem tem a posse hoje: a empresa de Willer Tomaz, mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2025.
  • Pedido de Lula: que a Polícia Federal investigue o caso. O texto não informa se a PF abriu investigação.
  • Pedido da defesa de Richarlison: incluir Flávio Bolsonaro como testemunha, para mostrar que o imóvel não estava abandonado quando ele foi visitado.
  • Doação prometida: parte do dinheiro recuperado para o hospital de Nova Venécia (ES), cidade natal do jogador, caso ele consiga reaver o valor investido.
  • O que muda para você: a disputa segue aberta e o texto não traz data para decisão.

O que cada lado diz

O senador afirma não ter relação com o imóvel nem com a ação judicial. Ele diz ter sido arrolado apenas como testemunha. Tomaz afirma ter investido R$ 5 milhões na operação e classifica os antigos ocupantes como "invasores". Richarlison, por sua vez, disse que o senador e o advogado tomaram o imóvel "na mão grande", sem desembolsar o valor da compra.

O Poder360 procurou Tomaz e a assessoria do senador sobre a fala de Lula. Até a publicação da reportagem, não houve resposta.

Então, quem está com a ilha hoje? Pelas decisões citadas no texto, a posse está com a empresa de Willer Tomaz. Mas a briga não terminou. Richarlison questiona a forma como o imóvel mudou de mãos, e o pedido de Lula ainda não tem resposta oficial na reportagem. O caso segue aberto. O Poder360 diz que vai atualizar o texto se houver manifestação.

Fonte: Poder360

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