Jetour T2 é renovado na China como Traveller 7, com preço inicial equivalente a R$ 113,3 mil em conversão direta
Jetour T2 vira Traveller 7 na China, com preço equivalente a R$ 113,3 mil. Veja versões e por que o valor não representa uma oferta no Brasil.
Por Maria Heloisa Barbosa Borges

O Jetour T2 ganhou uma atualização na China, onde foi apresentado como Traveller 7, com preço de tabela a partir de 139.900 yuans — aproximadamente R$ 113,3 mil na conversão informada pelo Motor1 Brasil. O lançamento reúne oito versões, com opções a gasolina e híbridas plug-in.
O que aconteceu: a marca do grupo Chery renovou o SUV de carroceria quadrada, com mudanças no visual, na cabine e nos equipamentos.
Por que importa: o modelo também participa do mercado brasileiro, mas com outra oferta. No site oficial da Jetour Brasil, o T2 Advance híbrido plug-in está anunciado por R$ 289.900. Já o preço chinês de entrada corresponde a uma versão exclusivamente a gasolina, o que impede uma comparação direta entre configurações.
O que muda para você: os R$ 113,3 mil são uma referência de conversão cambial, não uma oferta para comprar o carro no Brasil. As informações do lançamento chinês não apresentam data de chegada ou preço brasileiro para a atualização.
Preço de entrada corresponde à versão 1.5 turbo
Segundo a reportagem do Motor1 Brasil, baseada em informações do Car News China, a configuração mais barata é a 1.5TD 2WD Exploration. Ela utiliza motor 1.5 turbo de 184 cv e tração em duas rodas.
Na outra ponta da tabela está a 2.0TD XWD Conquest, por 179.900 yuans, aproximadamente R$ 145,9 mil na conversão publicada. O motor 2.0 turbo entrega 254 cv e 39,8 kgfm de torque.
A consulta ao Car News China também permite separar os preços por motorização:
| Linha na China | Faixa de preços de tabela |
|---|---|
| Versões a combustão | 139.900 a 179.900 yuans |
| Versões híbridas plug-in C-DM | 152.900 a 172.900 yuans |
Essa diferença ajuda a interpretar o anúncio: o valor convertido do título não corresponde ao híbrido plug-in. Também não incorpora os custos necessários para comercializar um veículo importado no Brasil.
Versão híbrida anuncia até 251 km de alcance elétrico
O Traveller 7 C-DM combina motor 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica. A reportagem informa potência combinada de 510 cv e torque de 56,1 kgfm.
As baterias têm capacidades de 26,61 kWh ou 45,12 kWh. Dependendo da configuração, a autonomia exclusivamente elétrica anunciada fica entre 140 km e 251 km, medida pelo ciclo chinês CLTC.
Esses números não representam consumo em quilômetros por litro nem homologação brasileira. Para comparar o veículo com opções vendidas aqui, é necessário observar a versão, a bateria e o ciclo de medição utilizado.
Cabine ganha equipamentos e mantém carroceria quadrada
O desenho preserva as linhas retas do T2, agora com faróis circulares conectados por uma barra de LED. O Traveller 7 mede 4,827 metros de comprimento e mantém 2,80 metros de distância entre os eixos.
Entre os equipamentos apresentados estão central multimídia de 15,6 polegadas, painel digital de 10,25 polegadas e sistema Tour OS 3.3.
A oferta inclui bancos com ventilação, aquecimento e massagem, além de sistema de áudio com 23 alto-falantes. A disponibilidade desses itens precisa ser conferida em cada versão; o pacote completo não deve ser presumido para o modelo de entrada.
Quadro de serviço: preço, autonomia e compra no Brasil
- Preço na China: a partir de 139.900 yuans, cerca de R$ 113,3 mil na conversão publicada, para a versão 1.5 turbo a gasolina.
- Referência brasileira: o T2 Advance híbrido plug-in está anunciado por R$ 289.900 no site nacional da fabricante.
- Autonomia elétrica: entre 140 km e 251 km no ciclo CLTC para os híbridos chineses, conforme a configuração.
- Consumo: o material consultado não informa consumo em km/l do Traveller 7 renovado.
- Chegada ao Brasil: o lançamento descrito é chinês; não há prazo brasileiro informado nas fontes consultadas.
- O que conferir antes de comprar: versão disponível, equipamentos, preço final e ficha técnica brasileira. Para proprietários, eventuais campanhas de recall devem ser verificadas pelo chassi nos canais oficiais.
Fonte: Motor1 Brasil