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Economia

IPCA-15 de outubro sobe 0,32% e alimentos pesam mais da metade da alta de preços

O IPCA-15 de outubro subiu 0,32% e alimentos responderam por quase 60% da alta. Veja o que pesou no mês e o que muda no bolso.

IPCA-15 de outubro sobe 0,32% e alimentos pesam mais da metade da alta de preços
Imagem: Imprensa Santo André/Flickr (CC BY-SA 4.0).

Segundo o Poder360, o IPCA-15 de outubro subiu 0,32%, conforme dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (23). Os alimentos foram o principal motivo da alta. O grupo respondeu por cerca de 59% do índice do mês.

O IPCA-15 é considerado a prévia da inflação oficial do Brasil. Ele mostra para onde os preços estão indo antes da divulgação do IPCA, o índice que o Banco Central usa para medir o cumprimento da meta.

Para o bolso, o recado é direto: a comida ficou mais cara em outubro.

O que o IPCA-15 de outubro mostra

Dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE, 8 subiram. A alta foi de 0,88% em Alimentação e bebidas, o maior avanço do mês. Esse grupo deu 0,19 ponto percentual ao índice geral.

IPCA: variação mensal (%)
0,0910/250,1811/250,3312/250,3301/260,7002/260,8803/260,6704/260,5805/260,1606/260,0707/26-0,3208/260,8209/26
Fonte: Banco Central do Brasil (SGS 433)

A comida pesou mais que qualquer outro grupo. As demais variações ficaram entre a queda de Habitação e a alta de 0,55% em Despesas pessoais. Nenhum outro grupo passou de 0,55%.

Habitação foi a única queda, de 0,10%. Em setembro, ela tinha pressionado a inflação com a energia elétrica. Agora a conta de luz caiu 0,89%, porque a bandeira tarifária mudou de amarela para verde.

O IPCA-15 considera famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa cobre 11 áreas: as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Inflação de 12 meses segue acima da meta

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15%. Em 12 meses, a taxa foi de 4,62%, contra 4,47% em setembro. Em outubro de 2025, a prévia tinha subido 0,18%.

A meta contínua de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Por isso o teto fica em 4,5%. Com 4,62%, a taxa de 12 meses ficou acima desse limite.

Ainda não está claro se a taxa volta para dentro da meta nos próximos meses. Os resultados seguintes vão mostrar isso.

O que muda no seu bolso

Comida subiu, luz caiu. O cenário ficou dividido para quem paga as contas.

  • Resultado do mês: alta de 0,32%, com desaceleração de 0,38 ponto percentual frente aos 0,70% de setembro.
  • Alimentação e bebidas: alta de 0,88%, cerca de 59% da inflação do mês.
  • Energia elétrica residencial: queda de 0,89%, com a bandeira amarela virando verde.
  • Acumulado em 2026: 4,15%.
  • Acumulado em 12 meses: 4,62%, acima do teto de 4,5%.

Em outubro, a comida puxou a inflação e a energia aliviou. Para quem compra no mercado toda semana, a alta de 0,88% é o número que se sente no caixa, e a conta de luz ajudou a segurar o índice.

Fonte: Poder360

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