Racismo nas eleições 2026: o que se sabe sobre as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro
Racismo nas eleições 2026: Lula reconhece a discriminação racial e Flávio nega o racismo. Veja as propostas segundo o Idafro.

Racismo nas eleições 2026 separa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), segundo a Agência Brasil. Lula reconhece a discriminação racial como fator de desigualdades. Flávio nega a existência do racismo. A votação é no domingo (25), e o tema aparece em um levantamento do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro).
Qual é a diferença entre os dois? Ela aparece no que cada um diz e também no que deixa de dizer.
Racismo nas eleições 2026: o que cada candidato propõe
Lula reconhece a discriminação racial como fator de desigualdades, e Flávio nega a existência do racismo. Segundo o Idafro, o programa de Lula propõe melhorar ações afirmativas, regularizar quilombos e demarcar terras indígenas.
O plano de Flávio nem usa os termos "cota", "racismo" ou "terreiro", segundo o Idafro.
Na segurança pública, a diferença fica ainda mais clara. Flávio propõe um sistema de reconhecimento facial. Para o instituto, pesquisas brasileiras e estrangeiras mostram taxas de erro maiores em rostos pretos e pardos. Isso aumenta o risco de criminalizar pessoas negras.
Já o programa de Lula prioriza a proteção da juventude negra contra a violência. Pessoas negras são as maiores vítimas de homicídio, segundo o dossiê.
O Idafro também cita a criação, em 2024, do grupo que elaborou a política nacional para povos de terreiro. A política reforçou direitos como a inviolabilidade dos terreiros, que muitas vezes são invadidos e depredados.
O dossiê cita ainda o vice na chapa de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). Ele divulgou um vídeo de Lula em um terreiro e questionou a fé do presidente. No momento do vídeo, Lula recebia uma homenagem.
Onde denunciar discriminação religiosa
- Quem atende: o Disque Direitos Humanos, o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
- Como funciona: 24 horas por dia, gratuito e com atendimento imediato.
- O que registra: casos de intolerância religiosa. Se você sofrer ou presenciar um caso, pode ligar.
O cenário religioso brasileiro tem 57% de católicos, 27% de evangélicos, 9% sem religião e 1% de adeptos de umbanda e candomblé. O Estado é laico pela Constituição.
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o Disque 100 registrou 2.774 denúncias de intolerância religiosa.
O que o levantamento não esclarece
A fonte não traz uma definição de racismo. Ela mostra como o tema aparece nas propostas e nas declarações dos candidatos.
A campanha de Flávio foi procurada para comentar o levantamento, mas o texto não traz resposta. O espaço segue aberto para um novo posicionamento.
O material é do Idafro, e não um documento oficial dos candidatos. O instituto vasculhou sites do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Tribunal Superior Eleitoral, além de notícias de jornal. O minidossiê traz as fontes na íntegra e está disponível na internet.
Fonte: oficial



