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Dólar hoje abre em alta com petróleo perto de US$ 112; entenda o que puxa o câmbio

Dólar hoje abre em alta com petróleo perto de US$ 112 e eleição no radar. Veja o que puxa o câmbio nesta quinta-feira (22/10) e o que observar.

Maria Heloisa Barbosa Borges
Edição: Bruno Teles
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Dólar hoje abre em alta com petróleo perto de US$ 112; entenda o que puxa o câmbio
Reprodução / globo.

O dólar hoje abre em alta, segundo o Metrópoles, com o petróleo subindo nos mercados internacionais. A sessão desta quinta-feira também olha para a reta final da eleição no Brasil, a poucos dias do segundo turno.

Você acompanha o câmbio? Então vale saber que três assuntos dominam o pregão, e o petróleo é o primeiro deles.

Por que o dólar hoje acompanha o petróleo

O barril do Brent, referência internacional, subia 2,83% perto das 8h50 e estava cotado a US$ 111,90. O WTI, referência dos EUA, avançava 2,16%, a US$ 99,25. Segundo a Reuters, o petróleo sobe com os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e com uma queda maior que a esperada nos estoques americanos.

O petróleo sobe por mais de um motivo ao mesmo tempo.

O Metrópoles associou a abertura em alta do dólar ao avanço do petróleo. Ou seja, o que acontece no Golfo chega ao câmbio logo cedo.

O pano de fundo é o Irã. Teerã disse ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que os EUA precisam cumprir sete condições para a reabertura do Estreito de Ormuz. Antes da guerra, por essa rota passava cerca de 20% do comércio global de petróleo.

O conflito entre Rússia e Ucrânia também pesa. Os dois países voltaram a trocar ataques, mesmo após os esforços recentes dos EUA. Zelensky disse que espera que as conversas ocorram no início de novembro.

O que mais pesa além do petróleo

A eleição entra no radar. Investidores repercutem as pesquisas divulgadas na véspera, e uma nova pesquisa Datafolha deve sair ao longo do dia.

As contas públicas também entram na conta. O governo enviou ao Congresso uma PEC com tarifa zero para o transporte coletivo aos finais de semana no país inteiro. A proposta destina R$ 12 bilhões das emendas parlamentares previstas para 2027 ao custeio da medida, o equivalente a 26,8% do total de recursos voltados para emendas.

Nas bolsas asiáticas, a queda foi generalizada. O Nikkei recuou 2,67%, o Kospi caiu 3,52% e o Hang Seng perdeu 3,03%.

Para quem acompanha o câmbio, o dia junta petróleo, eleição, contas públicas e bolsas no mesmo pregão.

Quadro rápido do pregão

  • Dólar: -0,90% na semana, -2,84% no mês e -8,41% no ano.
  • Ibovespa: +0,46% na semana, +10,75% no mês e +28,09% no ano.
  • Brent: US$ 111,90, com alta de 2,83% perto das 8h50.
  • WTI: US$ 99,25, com alta de 2,16%.
  • Para acompanhar: a pesquisa Datafolha ao longo do dia e as conversas entre Rússia e Ucrânia, esperadas para o início de novembro.

O dado que muda a leitura do dia

Mesmo com a abertura em alta, o dólar acumula queda de 0,90% na semana e de 8,41% no ano. A abertura em alta não apaga a queda da semana. Para entender o dia, vale olhar o acumulado junto com a abertura, e não só a manchete.

Para entender o câmbio de hoje, observe três coisas: o petróleo, o noticiário eleitoral e a bolsa.

Fonte: g1

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