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Bolsa e dólar em eleições presidenciais: o que aconteceu entre os turnos e depois

Bolsa e dólar em eleições presidenciais: veja o que o Ibovespa, as small caps e o dólar fizeram entre os turnos e depois do segundo turno.

Bolsa e dólar em eleições presidenciais: o que aconteceu entre os turnos e depois
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil.

Bolsa e dólar em eleições presidenciais nem sempre se mexem no mesmo sentido. Entre os turnos, o Ibovespa subiu em cinco das seis disputas de 2002 a 2022. Os dados são de um levantamento da Elos Ayta, feito a pedido do InfoMoney.

Para você que tem ações ou dólar guardado, esses intervalos mexem no saldo. O histórico ajuda a entender o que costuma acontecer. Mas ele não garante nada para a próxima votação.

Bolsa e dólar em eleições presidenciais: o que foi medido

O estudo olhou seis eleições presidenciais e quatro ativos: Ibovespa, índice de small caps, dólar e euro. Cada eleição foi dividida em dois intervalos.

  • Primeiro intervalo: do primeiro ao segundo turno.
  • Segundo intervalo: do segundo turno até o fim do ano.

Entre os turnos, o Ibovespa subiu quase sempre

Na disputa de 2002, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa avançou 8,15% entre os turnos. O dólar PTAX, taxa de referência do Banco Central, subiu 3,89% no mesmo período. O país vivia uma fase de preocupação com a transição de governo, segundo o levantamento.

Quatro anos depois, na reeleição de Lula, o quadro foi outro. O dólar caiu 1,67%. O Ibovespa subiu 7,9%, e as small caps tiveram a melhor alta, de 5,47%.

Em 2014, o Ibovespa foi a única vez em que caiu entre os turnos, com recuo de 4,77%. O levantamento cita a forte polarização política e as preocupações com a economia como pano de fundo.

O melhor resultado da Bolsa nesse intervalo veio em 2018. As small caps subiram 7,64%, e o dólar caiu 5,03%.

Depois do segundo turno, o cenário muda

E o que acontece depois da urna, até o fim do ano? Entre os turnos, o padrão foi mais estável. Depois da eleição, os resultados variaram mais. Em 2002, o Ibovespa subiu 12,52% nesse intervalo, enquanto o dólar caiu 7,06%.

Em 2010 e em 2014, o cenário foi mais fraco. O Ibovespa caiu 1,94% e 3,72% até dezembro, e as small caps também fecharam no negativo.

Em 2022, o Ibovespa recuou 4,19%, e as small caps caíram 10,84%. No câmbio, o dólar perdeu 2,39%, mas o euro subiu 4,86%.

O maior salto do levantamento veio em 2006. Entre o segundo turno e dezembro, as small caps dispararam 20,32%, e o Ibovespa avançou 13,08%.

O período depois da eleição depende do ambiente econômico que vem em seguida. Esses números são do passado. Eles não dizem o que vem depois da próxima votação.

Fonte: InfoMoney

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