Marcello Melo Jr. revela quem transformou seus sonhos em carreira
Marcello Melo Jr. afirmou que o Nós do Morro mudou sua vida quando ainda era um menino cheio de sonhos e com poucas oportunidades de realizá-los. O...
Por Redação TV de Perto · Edição: Bruno Teles

Reprodução / globo
Marcello Melo Jr. afirmou que o Nós do Morro mudou sua vida quando ainda era um menino cheio de sonhos e com poucas oportunidades de realizá-los. O ator de Arcanjo Renegado e Renascer atribuiu ao projeto do Vidigal uma transformação que ultrapassou a profissão e alcançou sua formação como cidadão.
Em entrevista publicada pelo gshow em 12 de outubro, o artista recordou o primeiro contato com o teatro e agradeceu o apoio do Criança Esperança à iniciativa. “O teatro foi paixão à primeira vista”, disse, ao recuperar o período em que começou a enxergar um caminho possível na arte.
O que mudou antes de a televisão chegar?
Na lembrança de Marcello, o ambiente do projeto misturava criatividade, estudo e diversão. Os participantes aprendiam uns com os outros e também eram incentivados a compartilhar o que já sabiam.
O ator relacionou essa experiência coletiva à possibilidade de apresentar o Vidigal para além de estereótipos associados à violência. Seu relato colocou o acesso à formação antes dos personagens conhecidos e da exposição em novelas e séries.
Como essa origem se conecta ao convite para Arcanjo Renegado?
Em entrevista de 2021, Marcello contou que José Junior o convidou para interpretar Mikhael durante um almoço. Os dois já se conheciam por causa dos projetos AfroReggae e Nós do Morro, e o criador afirmou ter pensado nele ao desenvolver a série.
O ator vivia um momento em que procurava desafios maiores. A identificação com o personagem e com a história apresentada contribuiu para que aceitasse o primeiro protagonista de sua trajetória na Globo.
A preparação exigiu uma mudança de rotina, incluindo alimentação e condicionamento físico. Marcello relatou três semanas de treinamento intensivo para as sequências de ação, além do trabalho necessário à construção emocional do personagem.
Mikhael era apresentado como líder de uma equipe policial e carregava conflitos familiares próprios da ficção. A proximidade do ator com comunidades cariocas não fazia da série uma autobiografia: tratava-se de um personagem escrito, ensaiado e interpretado.
Por que Mikhael ganhou um lugar especial na carreira?
Na divulgação da terceira temporada, em novembro de 2024, Marcello classificou Mikhael como seu personagem de maior sucesso. Naquela ocasião, acabara de viver José Bento em Renascer e falava do contraste entre o advogado expansivo e o militar mais fechado.
O reencontro com o protagonista também tinha marcas visuais. Durante a entrevista, o ator mostrou a tatuagem de asas usada na caracterização, pois havia saído de uma gravação para participar do evento de lançamento.
A continuidade permitia retomar uma figura já conhecida e desenvolver outras camadas de comportamento. Marcello descreveu uma ligação preservada mesmo nos intervalos em que se dedicava a trabalhos diferentes.
Ao falar das cenas de risco, brincou com a vontade de executá-las pessoalmente, mas reconheceu a participação de dublês por segurança. O resultado visto pelo público dependia da combinação entre seu desempenho e o trabalho de profissionais especializados.
O que Renascer revelou de outra faceta do ator?
No remake de 2024, escrito por Bruno Luperi a partir da obra de Benedito Ruy Barbosa, José Bento integrava a família de José Inocêncio. O personagem de Marcello era apresentado como um homem avesso ao trabalho, acostumado a depender do dinheiro do pai e a se envolver em trambiques.
Juan Paiva, outro artista ligado ao Nós do Morro, interpretava João Pedro, o irmão trabalhador que permanecera na fazenda. Renan Monteiro era José Augusto, enquanto Rodrigo Simas vivia José Venâncio.
A escalação colocava os atores em uma história de conflitos familiares no universo do cacau. As diferenças entre os irmãos eram parte da construção dramática e ajudavam a distinguir suas escolhas, relações e ambições.
Para quem conhecia Marcello principalmente pela ação de Arcanjo Renegado, o papel oferecia outro registro de interpretação. A distância entre os personagens é uma maneira concreta de observar a variedade de trabalhos que ele passou a desenvolver.
O que um copo de cerveja revelou sobre os bastidores?
Durante as gravações de Renascer, Marcello compartilhou um passeio pelo cenário do bar de Norberto, personagem de Matheus Nachtergaele. Ao aparecer com um copo na mão, explicou que a cerveja utilizada era sem álcool, um item de cena.
O registro, publicado pelo gshow em março de 2024, também mostrou Almir Sater caracterizado como Rachid. Em outro momento, Marcello procurou Renan Monteiro e apresentou o colega que interpretava seu irmão na novela.
A gravação fora dos capítulos permitia observar o ambiente de trabalho para além dos conflitos encenados. Um objeto que parecia cotidiano tinha função cênica, e os familiares da ficção reapareciam como colegas entre uma tomada e outra.
Essa exposição dos bastidores dialoga com a ideia de aprendizado coletivo mencionada pelo ator ao falar do início no teatro. Não prova que todos os processos sejam iguais, mas oferece um exemplo da convivência profissional por trás de uma narrativa vista diariamente na televisão.
Como a parceria com Carol Nakamura foi construída?
Na quarta temporada de Arcanjo Renegado, Marcello contracenou com Carol Nakamura, intérprete da delegada Akemi. Em entrevista de novembro de 2025, os dois explicaram a preparação para a aproximação entre seus personagens.
Carol disse que a amizade anterior com o colega ajudou a entrada no elenco. Destacou o respeito e o acolhimento recebidos, fatores que a deixaram mais confortável em um trabalho novo.
Marcello explicou que a construção das cenas começava antes da filmagem. Os atores conversavam sobre as situações e buscavam uma compreensão compartilhada dos sentimentos que precisavam levar para a tela.
A relação de Mikhael e Akemi incluía confrontos, confiança profissional e envolvimento amoroso dentro da ficção. Para o intérprete, a conexão era desenvolvida por meio de olhares e reações, não apenas das falas escritas.
O exemplo mostra uma parte menos visível de uma série de ação. Mesmo entre perseguições e investigações, a credibilidade dos encontros depende de escuta, preparação e acordo entre os artistas.
Por que Thiago Martins também colocou o projeto no centro da própria história?
Thiago Martins, que aparece em fotografias antigas ao lado de Marcello, recuperou sua experiência no Nós do Morro em outra entrevista publicada em 12 de outubro. Ele descreveu uma infância de rotina restrita entre casa e escola e disse ter encontrado na iniciativa acesso à cultura, à educação e a novas relações.
O ator e cantor ressaltou que as participações no Criança Esperança começavam muito antes da apresentação. A turma acompanhava a escolha do tema, ensaiava e vivia a expectativa das viagens para São Paulo.
O deslocamento em grupo para o Ibirapuera ficou entre suas lembranças mais fortes. O significado estava tanto na dimensão do espetáculo quanto na oportunidade de compartilhar a experiência com os colegas.
Anos depois, Thiago retornou ao projeto como professor. Esse movimento acrescenta uma consequência concreta à ideia de aprendizado compartilhado: um antigo aluno passou a participar da formação de outros jovens.
Qual papel a família teve na trajetória de Juan Paiva?
Juan Paiva, também ouvido pelo gshow para o Criança Esperança, destacou o incentivo dos pais ao desejo de fazer teatro. A mãe o apoiava, e o pai o levava ao Nós do Morro e a outros espaços onde pudesse ter contato com a arte.
Uma das lembranças foi a montagem infantil Romão e Julinha, adaptação de Romeu e Julieta. Depois de um ano de preparação, Juan queria mostrar à mãe o resultado do trabalho e dividir com ela o orgulho daquela primeira apresentação.
O nervosismo incluía a timidez, as conversas consigo mesmo e a agitação dos amigos nos bastidores. As aulas de percussão, dança e interpretação transformaram o interesse em uma rotina de aprendizado.
A experiência não era idêntica à de Marcello ou Thiago. O ponto de encontro estava na existência de um espaço de formação e de pessoas que ajudavam a sustentar a participação dos jovens.
O que essas lembranças dizem sobre oportunidade?
Os depoimentos não apresentam um caminho automático entre participar de um projeto e conseguir um papel na televisão. Apresentam experiências individuais de artistas que encontraram formação, convivência e incentivo em momentos decisivos.
Há uma diferença entre celebrar uma carreira consolidada e supor que o esforço, sozinho, elimina todos os obstáculos. Nas histórias relatadas aparecem professores, colegas, familiares, ensaios e acesso continuado a atividades culturais.
A mensagem pública de Marcello acrescenta seu testemunho a esse conjunto. O ator celebra conquistas profissionais, mas localiza o começo da mudança em um momento anterior ao reconhecimento, quando ainda precisava descobrir como transformar o desejo de atuar em prática.
Fontes
- gshow.globo.com: — Ator relata formação no Nós do Morro. (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Thiago relembra aulas, viagens e retorno como professor. (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: — Juan relata apoio familiar e preparação no teatro.; — Entrevista de 14/11/2024 sobre Mikhael, caracterização, dublês e c (conferido em 14 de outubro de 2026)
