Febre amarela: sintomas, dose única da vacina e quem não pode se vacinar
Vacina da febre amarela é dose única para toda a vida. Veja os sintomas, quem não deve se vacinar, como a doença é transmitida e o que fazer, segundo o...

A vacina contra a febre amarela é dose única para toda a vida, adotada no Brasil desde abril de 2017, e o SUS a oferece "para toda a população", segundo o Ministério da Saúde. Ela é a principal medida de prevenção da doença.
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados, e não passa de pessoa para pessoa.
Sintomas da febre amarela
O quadro começa de repente, com febre, dores no corpo, calafrios, náuseas e vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga, dores nas costas e fraqueza. A maioria das pessoas melhora depois dos sintomas iniciais.
Cerca de 15% têm um breve período sem sintomas e depois desenvolvem a forma grave, com febre alta, hemorragia, icterícia (pele e olhos amarelados) e, em alguns casos, choque e falência de vários órgãos.
Reprodução/maisgoias.com.br. Fonte
Como a doença é transmitida no Brasil
O ciclo atual no país é o silvestre, com mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, e só as fêmeas transmitem. Não há casos de febre amarela urbana desde 1942.
Os macacos não transmitem a doença. Eles funcionam como sentinelas, e a morte deles pode indicar que o vírus circula na região.
Quem não deve tomar a vacina
A página lista:
- crianças menores de 9 meses;
- mulheres que amamentam bebês menores de 6 meses;
- pessoas com alergia grave a ovo;
- pessoas com HIV e CD4 abaixo de 350;
- pessoas em quimioterapia ou radioterapia;
- pessoas com doenças autoimunes;
- pessoas em tratamento com imunossupressores.
Quem vacinou pode doar sangue 28 dias depois. Se surgirem sintomas em até 15 dias após a vacina, é preciso procurar atendimento.
O que fazer ao ter sintomas
A orientação é procurar uma unidade de saúde na hora e informar viagens a áreas de risco nos 15 dias anteriores, mortes de macacos perto dos locais visitados, picadas de mosquito e a data da vacina, se houver. O tratamento é só sintomático, com repouso e acompanhamento, e os casos graves vão para a UTI. A página manda evitar aspirina (AAS), pelo risco de sangramento.
Casos suspeitos são notificados em até 24 horas. A morte ou o adoecimento de macacos deve ser comunicado à vigilância ou ao controle de zoonoses, ou registrado no aplicativo SISS-Geo.
Áreas de risco, reforço e gestação: lacunas da página
A página não traz a lista de áreas de risco, o prazo de incubação, a orientação para gestantes nem o que fazer para quem perdeu a dose. Também não detalha medidas contra picadas, como repelente e tela. Para outras vacinas por idade, veja o calendário de vacinação do Ministério da Saúde. Sobre outra doença do mesmo mosquito urbano, veja os sintomas e sinais de alarme da dengue.
O primeiro passo é levar a caderneta de vacinação a uma unidade de saúde e conferir se a dose única consta nela.
Fonte: gov.br


