Anvisa proíbe picolé com melatonina e inositol e manda recolher suplemento de proteína
Anvisa proíbe picolé com melatonina e inositol e manda recolher suplemento de proteína Equaliv. Veja os motivos e o que fazer se tiver os produtos.

A Anvisa decidiu na segunda-feira (26) proibir a venda de um picolé e mandar recolher um suplemento de proteína, porque os dois produtos têm ingredientes que não passaram por avaliação de segurança para uso em alimentos. A decisão foi tomada pela agência em 26 de outubro.
Os dois produtos são o picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, da ABB Gelateria, e o suplemento Body Strong Protein, sabor cacau, da marca Equaliv.
Por que o picolé foi proibido
O picolé leva melatonina e inositol. Segundo a Anvisa, esses ingredientes foram autorizados apenas para uso em suplementos alimentares e, no caso do inositol, em composto líquido pronto para consumo. Por isso, o produto está proibido de ser vendido.
Os dois ingredientes só podem ser usados nas formas autorizadas, e um picolé não é uma delas.
Reprodução/mir-s3-cdn-cf.behance.net. Fonte
O suplemento de proteína e a propaganda irregular
O suplemento tem peptistrong, uma proteína de fava hidrolisada, que a Anvisa diz não ter passado por avaliação de segurança para uso em alimentos. A agência também apontou propaganda irregular, com alegações terapêuticas de "prevenção de sarcopenia" e de "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedoras (GLP-1)".
Com isso, a Anvisa suspendeu a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso do produto.
O que o consumidor deve fazer
Quem tem em casa o picolé ou o suplemento deve checar o nome e a marca no site da Anvisa e não consumir enquanto a situação não for esclarecida. Para dúvidas sobre o uso de suplementos, a orientação é procurar um médico ou um nutricionista.
O caso não é isolado no mercado de produtos de saúde. Em outra ocasião, a agência proibiu tiras de glicemia falsificadas vendidas na Amazon e também apreendeu um remédio manipulado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


