Emília do Sítio do Picapau Amarelo mudou de rosto depois de quase um ano com outra atriz
Emília do Sítio do Picapau Amarelo teve três atrizes: Dirce Migliaccio, Reny de Oliveira e Suzana Abranches. Veja quando cada troca aconteceu.

A Emília do Sítio do Picapau Amarelo teve três atrizes na primeira versão da série da Globo. Dirce Migliaccio viveu a boneca por quase um ano, foi substituída por Reny de Oliveira em janeiro de 1978, e Suzana Abranches assumiu em 1983.
A primeira troca: de Dirce Migliaccio para Reny de Oliveira
Em janeiro de 1978, depois de quase um ano na personagem, Dirce Migliaccio saiu e Reny de Oliveira entrou no lugar. Reny interpretou a boneca até 1983, a fase mais longa de uma única atriz como Emília na série.

No mesmo ano de 1978, outra personagem também mudou de intérprete: Stela Freitas passou a fazer a Cuca, no lugar de Dorinha Duval. Em 1981, Catarina Abdala substituiu Stela na bruxa, papel que manteve até 1986, quando o seriado saiu do ar.
1983: a terceira Emília
A grande novidade de 1983 foi a entrada de Suzana Abranches para viver Emília. No mesmo ano, Izabela Bicalho passou a interpretar Narizinho.
Naquele ano, no sexto da série, a direção era de Fabio Sabag e Roberto Vignatti, com texto de Wilson Rocha, Sylvan Paezzo e Marcos Rey. As histórias voltavam a ter no mínimo 20 capítulos.
Pedrinho e Narizinho também cresceram
As trocas não ficaram na boneca. Na última história de 1980, A Máscara do Futuro, com 30 capítulos, Júlio César e Rosana Garcia deixaram o elenco por estarem muito crescidos para Pedrinho e Narizinho.
Para escolher os substitutos, a Globo fez uma campanha e recebeu cerca de 7.000 cartas de crianças de todo o país. Depois de dezenas de entrevistas e testes, Daniele Cristina Rodrigues e Marcelo José Patelli foram escolhidos. Em 1985, Daniel Lobo e Gabriela Senra entraram como Pedrinho e Narizinho.
Como o programa também mudou nos bastidores
Em junho de 1977, Paulo Afonso Grisolli deixou os redatores e foi substituído por Benedito Ruy Barbosa e Wilson Rocha, que passaram a escrever histórias de 20 capítulos. Em março de 1984, o horário passou para as 16h45, com reprise às 8h para atingir também adolescentes e adultos.
Em 1985, segundo o diretor Geraldo Casé, o programa atualizou a linguagem para usar códigos do dia a dia das crianças. A última história inédita, A Trilha das Araras, foi exibida em janeiro de 1986, em 20 capítulos, com a ecologia como tema.
Essa troca constante de elenco era comum na TV da época, como se vê no Domingão do Faustão, que mudou de formato ao longo dos anos e em outros programas da emissora, como o Fantástico.
Onde rever o Sítio
A versão de 2005 pode ser conferida no Globoplay, e as datas de outubro estão neste guia. Para ver fotos de cada Emília, o acervo do Memória Globo traz as imagens de Dirce, Reny e Suzana.
Fonte: memoriaglobo.globo.com


