Filho rebelde de Nenê sumiu da Grande Família, e o discurso dele foi parar em Lineu
Veja o que mudou de A Grande Família de 1972 para a versão com Lineu e Nenê: cenário no Rio, filho cortado e mudanças ao longo das temporadas.

A Grande Família que o Brasil conhece com Marco Nanini como Lineu é a segunda versão de um seriado criado nos anos 1970. O cenário saiu de São Paulo e foi para o subúrbio carioca, e um dos filhos de Nenê, o rebelde Júnior, foi cortado da nova versão.
De onde veio a série de Lineu e Nenê
A primeira versão foi idealizada por Max Nunes e Marcos Freire e escrita por Oduvaldo Vianna Filho, Armando Costa e Paulo Pontes. A segunda repetiu o sucesso de público e crítica, retratando com humor o cotidiano de uma família suburbana que luta para se manter unida apesar de crises conjugais, conflitos familiares e dificuldades profissionais e financeiras.
| Assunto | A Grande Família de Lineu e Nenê veio de outra série; o que mudou da versão de 1972? |
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| Data | 26/10/2026 |
| Fonte | memoriaglobo.globo.com |
Os primeiros episódios da nova versão foram baseados nos textos originais de Oduvaldo Vianna Filho. A maior parte das histórias girava em torno das personalidades ricas e cheias de contradições dos Silva e de seus agregados.
O que mudou: do cenário aos personagens
Na primeira versão, a família morava em São Paulo. Na segunda, passou a viver no subúrbio carioca.
O perfil dos personagens ficou basicamente o mesmo, com poucas alterações por causa do jeito de atuar dos novos atores e da necessidade de aproximar a série do telespectador. Marco Nanini contou que escolheu uma interpretação discreta, sem excessos, para dar tempo ao público de se acostumar com o temperamento reservado e responsável de seu Lineu.
O filho que a Globo cortou
Em 1972, Osmar Prado vivia Júnior, o estudante rebelde, filho de Nenê. Era por meio dele que Oduvaldo Vianna Filho, autor conhecido pelo espírito político combativo, dava voz à crítica social durante a ditadura militar.
A nova versão considerou o personagem anacrônico e o suprimiu, distribuindo suas características entre os outros membros da família. Lineu, por exemplo, incorporou parte do discurso crítico e da indignação social. A decisão já foi tema de uma matéria sobre o filho dos Silva que a Globo cortou.
Como o seriado evoluiu nas temporadas
Em 2002, passaram a entrar episódios inéditos escritos pela equipe de roteiristas, e o elenco foi chamado para as reuniões com o diretor e os autores. Em 2005, a cidade cenográfica foi ampliada e a pastelaria do Beiçola, incendiada por fogos de Agostinho no fim da temporada anterior, foi reconstruída ao longo dos episódios.
Outra novidade foi incluir cenas dos próximos capítulos no fim de cada episódio. Segundo o redator final Cláudio Paiva, a ideia era dar mais destaque ao drama sem perder o humor, e o público podia acompanhar como se fosse uma novela, mesmo que os episódios funcionassem sozinhos. Em 2010, Andréa Beltrão deixou a série como Marilda, e Guel Arraes passou o comando para Maurício Farias.
Para comparar com outros clássicos da Globo
O formato de humor com personagens fixos conversa com outros programas históricos da emissora, como o Fantástico, criado em 1973, e o Domingão do Faustão. Para ver elenco, fichas e depoimentos, a página da série no Memória Globo reúne tudo.
Fonte: memoriaglobo.globo.com


