Campanhas de Lula e Flávio: o que muda se o TSE autorizar a abertura dos sigilos
Lula e Flávio Bolsonaro dizem ter acordo para abrir sigilos. O TSE ainda precisa autorizar, e a divulgação seria simultânea.

Lula e Flávio Bolsonaro dizem ter fechado um acordo para abrir os sigilos dos dois. O documento foi lido à imprensa nesta quinta-feira (22). A abertura, porém, depende de autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e essa decisão ainda não saiu.
Para o leitor, a mudança seria esta: os dados de bancos e operadoras de telefonia ficariam públicos ao mesmo tempo para os dois candidatos. Isso só acontece se o ministro determinar a requisição dos dados, e essa decisão ainda não saiu.
O acordo dos sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro
O senador Camilo Santana leu o documento à imprensa no início da tarde. Segundo o g1, o texto diz que os dois candidatos aceitaram os termos do desafio e autorizam a abertura total de seus sigilos. A abertura seria imediata e simultânea.

O documento é assinado pelo presidente Lula e por Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.
O pedido é que o ministro Mendonça determine, ainda hoje, a requisição de dados ao Banco Central, a instituições financeiras, à Receita Federal e a operadoras de telefonia. Depois, os dados seriam divulgados ao mesmo tempo no DivulgaCandContas ou em outro site de acesso público.
Quadro de serviço: prazos e onde os dados sairiam
- O que foi anunciado: abertura total e simultânea dos sigilos dos dois candidatos.
- Quem decide: o TSE. A autorização ainda não saiu.
- Prazo: as liberações devem chegar ao TSE até as 23h59 desta quinta-feira (22), segundo o acordo.
- Onde sairiam os dados: DivulgaCandContas ou outro endereço eletrônico de acesso público.
O ponto que separa as campanhas: a conta da Alcazar
Lula afirmou que o desafio original precisa ser cumprido em sua totalidade. Por isso, pediu que a campanha de Flávio inclua na divulgação os dados da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira. A empresa pertence ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo próximo de Flávio.
Segundo a petição de Lula, a Polícia Federal encontrou registros que indicam Flávio como "usuário master" da conta da Alcazar em um banco privado. O vínculo teria sido desfeito só em maio de 2025, depois do início da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. O texto também cita uma viagem de Flávio em jato executivo da empresa de Willer Tomaz.
"Quem não deve, não recorta", diz a petição do presidente.
O texto da reportagem não traz a resposta da campanha de Flávio Bolsonaro a esse pedido.
Não está claro se o TSE vai aceitar a divulgação completa, nem se a conta da Alcazar entra no pacote. Por enquanto, o que existe é um acordo anunciado pelas campanhas e um pedido feito ao ministro. Se a abertura sair, a divulgação está prevista para hoje, e você poderá conferir os dados no mesmo site para os dois candidatos.
Fonte: oficial



