Haddad aponta virada de Lula como chave para país não ser quintal de ninguém e cobrará diálogo
Haddad diz que vitória de Lula assegura a soberania nacional e defende diálogo com a oposição para evitar sobressaltos no novo mandato.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) declarou que a conquista do quarto mandato presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garante a soberania popular e a autonomia do Brasil nas relações internacionais. Durante comemoração em São Paulo no domingo (25), o ex-prefeito paulistano avaliou que a reação da sociedade nos últimos 15 dias de campanha provou o apreço da população pela Constituição, assegurando ao leitor que o resultado recoloca o país com estabilidade diplomática e econômica.
Ao avaliar a disputa, Haddad definiu como histórica a mobilização do eleitorado, que deixou o conformismo para ir às ruas em defesa do fim da fome e do desmatamento. Apesar do clima de celebração pela vitória nas urnas, o ex-ministro fez uma ressalva direta sobre os próximos passos: o novo governo terá que dialogar com a oposição derrotada para evitar sobressaltos e garantir governabilidade no Congresso Nacional.
Experiência com o Congresso e rede de apoio virtual
Em relação ao perfil conservador das cadeiras eleitas para o Congresso Nacional, que inclui grande presença de parlamentares do PL no Senado, Haddad sinalizou tranquilidade. Ele lembrou que análise semelhante ocorreu em legislaturas anteriores e que, ainda assim, as reformas prioritárias conseguiram aprovação legislativa.

No mesmo local de comemoração, o deputado federal André Janones destacou a atuação digital no segundo turno. O parlamentar afirmou ter estruturado o canal de mensagens "Exército do Lula", que atingiu a marca de mais de 10 milhões de seguidores, e atribuiu a repercussão do projeto à mobilização promovida pelo próprio presidente reeleito.
Desafios políticos e articulação do novo governo
Para a gestão que assume, a sinalização oficial de Haddad reforça a necessidade contínua de ampliar conversas institucionais e manter pontes diplomáticas ativas com diversos setores sociais e políticos. O ex-ministro ponderou que o equilíbrio fiscal, somado ao fortalecimento dos programas sociais, depende do diálogo constante com a base governista e com a oposição. A expectativa agora gira em torno das articulações políticas e da montagem da equipe governamental para o início do novo mandato.
Fonte: g1 Política


