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2-5499 Ocupado, de 1963 na TV Excelsior, é tida como a 1ª novela diária do Brasil; como era?

2-5499 Ocupado foi a primeira novela diária do Brasil, exibida pela TV Excelsior em 1963. Veja como era a história, o elenco e o que restou dela.

Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges
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2-5499 Ocupado, de 1963 na TV Excelsior, é tida como a 1ª novela diária do Brasil; como era?
Imagem: Reprodução/s2-quem.glbimg.com.

A novela 2-5499 Ocupado estreou na TV Excelsior em 1963 e costuma ser apontada como a primeira novela diária do Brasil. A história era simples: Emily, uma presidiária, acaba fazendo uma ligação por engano e é atendida por Larry, que se apaixona pela voz dela. Larry não sabe que ela está presa. Foi esse enredo, somado ao formato de exibição, que fez a produção marcar a época.

Como era a primeira novela diária do Brasil

Segundo o Arquivo Nacional, a Excelsior estreou a telenovela "em capítulos diários e no horário nobre", características que depois se tornaram fundamentais para o gênero. O mesmo texto lembra que a emissora investia na formação de profissionais, e que outras emissoras, como a Tupi, a Record e a Globo, seguiram esse caminho de produções mais cuidadosas.

No começo, porém, o esquema não era esse. Segundo o Aventuras na História, a novela foi ao ar só às segundas, quartas e sextas, e depois passou a ser exibida todos os dias. A história tinha 42 capítulos de cerca de 20 minutos, bem mais curtos do que as novelas de hoje. Terminou com cerca de 30% de ibope, o que era um sucesso para a época. Tarcísio Meira contou que a ideia era testar o formato e ver como o público reagiria.

Cena de reportagem: rEVISTA AMIGA E NOVELAS: 73 ANOS DE TELENOVELAS, no trecho “Quem estava no elenco” Reprodução/blogger.googleusercontent.com. Fonte

Quem estava no elenco

Glória Menezes fazia Emily, e Tarcísio Meira fazia Larry. No elenco de apoio aparecem Neuza Amaral, Lolita Rodrigues, Célia Coutinho, Lídia Costa, Gilberto Salvio e Dinah Ribeiro. A trama foi baseada em uma obra argentina de Alberto Migré.

Gente comum na TV, antes e depois

A aposta em personagens parecidos com o público não começou na Excelsior. Em 1968, a TV Tupi lançou Beto Rockefeller, com pessoas comuns vivendo numa cidade brasileira contemporânea, e o Arquivo Nacional aponta essa aproximação como uma das chaves do sucesso das telenovelas dali em diante. Décadas depois, a fórmula ainda funciona, como mostra Avenida Brasil, que teve gente comum como protagonista.

Cena de reportagem: a Moça Que Veio de Longe (1964) - mdblist.com, no trecho “O que sobrou dessa primeira novela” Reprodução/m.media-amazon.com. Fonte

O que sobrou dessa primeira novela

Quase nada chegou aos dias de hoje. Segundo o Aventuras na História, a produção original se perdeu, porque as fitas eram reutilizadas e novos capítulos eram gravados por cima dos antigos. Em 1999, a Record fez um remake chamado Louca Paixão. Tarcísio Meira, em entrevista aos documentários Fazendo Novela, chegou a chamar a novela de chata.

Hoje, a discussão sobre novelas passa muito pelo streaming. O acordo entre Globo e Netflix mostra como uma novela brasileira pode valer em um país e não no outro. Para ler o texto original sobre o tema, o caminho é a série Que República é Essa? no site do Arquivo Nacional.

Fonte: querepublicaeessa.an.gov.br

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