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Noruega: cotas com tarifa reduzida seguirão a ordem dos pedidos

Noruega terá cotas com tarifa reduzida por ordem dos pedidos. Veja quem pode solicitar, como usar o Siscomex e o prazo para vincular a licença à DUE.

Maria Heloisa Barbosa Borges
Edição: Bruno Teles
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Noruega: cotas com tarifa reduzida seguirão a ordem dos pedidos
Imagem: Agência Brasil. Fonte original

Se você pretende exportar para a Noruega, o acesso às cotas com tarifa reduzida em 2026 seguirá a ordem de apresentação dos pedidos, condicionado ao saldo disponível. Os benefícios começam em 1º de novembro, conforme as regras da Secretaria de Comércio Exterior, divulgadas pela Agência Brasil.

O que aconteceu: o Brasil regulamentou o procedimento para empresas utilizarem as cotas negociadas no acordo entre Mercosul e EFTA.

Por que importa: além de conseguir uma reserva, a empresa precisará cumprir uma etapa com prazo definido. Segundo o MDIC, após o deferimento, haverá até 60 dias para vincular a licença à Declaração Única de Exportação, a DUE.

O que muda para você: o planejamento da venda precisa incluir a solicitação, a disponibilidade da cota e a documentação da operação. Apresentar o pedido não garante automaticamente o benefício tarifário.

Como funcionam as cotas para a Noruega

A cota permite exportar determinada quantidade de um produto com tratamento tarifário preferencial no destino. O acesso depende das condições negociadas para aquela mercadoria.

Em 2026, os volumes não serão previamente divididos entre os países do Mercosul. Por isso, a ordem considerada será a das solicitações apresentadas pelos exportadores aos governos do bloco, respeitando os limites aplicáveis.

Entre os produtos abrangidos estão carnes, mel, milho e maçãs. A empresa deverá verificar o enquadramento específico da mercadoria antes de contar com a redução tarifária.

Quadro de serviço para o exportador

  • Quem pode solicitar: empresas exportadoras de produtos contemplados, desde que cumpram os requisitos.
  • Qual é a vantagem: tratamento tarifário preferencial na Noruega, dentro da quantidade disponível.
  • Quando começa: 1º de novembro de 2026.
  • Como pedir: pelo módulo de Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos, o LPCO, do Portal Único Siscomex.
  • Quanto a empresa economiza: depende do produto e da preferência negociada; não existe um desconto único para todas as mercadorias.
  • Prazo após a aprovação: até 60 dias para vincular a licença à DUE, conforme a orientação do MDIC.

Pedido, reserva e certificado são etapas diferentes

Como saber se sua empresa já pode contar com a tarifa reduzida?

Primeiro, é necessário registrar a solicitação no sistema. A Secex consultará o saldo e, havendo disponibilidade, reservará a quantidade e deferirá a licença.

Depois, a licença deverá ser vinculada à DUE. Com o desembaraço aduaneiro da carga, o sistema disponibilizará o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, utilizado para aplicar a preferência no mercado norueguês.

O procedimento está descrito no comunicado oficial do MDIC.

A reserva da quantidade e a aplicação da tarifa preferencial não acontecem na mesma etapa. Essa diferença importa para organizar documentos e prazos junto à operação comercial.

Acordo não libera todas as cotas da EFTA ao mesmo tempo

A EFTA reúne Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein, mas a aplicação do acordo depende dos procedimentos de cada integrante.

A regulamentação em questão trata das cotas norueguesas. A Islândia não abriu cotas para exportações do Mercosul, segundo o MDIC. Na informação divulgada em 20 de outubro, Suíça e Liechtenstein ainda não haviam concluído suas etapas nacionais.

Há também uma regra que pode devolver espaço a outros interessados: quantidades reservadas podem retornar ao saldo disponível. Isso ocorre quando a licença é cancelada pelo exportador ou não é vinculada à DUE no prazo estabelecido. Portanto, uma reserva não mantém aquela parcela da cota bloqueada indefinidamente.

Fonte: Agência Brasil Economia

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