Parque do Piauí onde pinturas resistem há milhares de anos tem mais de mil sítios
Serra da Capivara tem mais de mil sítios arqueológicos e pinturas de 12 mil a 3,5 mil anos, segundo reportagem sobre o parque no Piauí.

A Serra da Capivara, no Piauí, tem mais de mil sítios arqueológicos catalogados e pinturas rupestres com idades que vão de cerca de 12 mil a 3,5 mil anos. A informação está numa reportagem da Agência Brasil sobre a edição do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, que foi ao ar na segunda-feira, 19 de outubro, às 23h30.
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Um parque do tamanho de quase 80 mil campos de futebol
O Parque Nacional Serra da Capivara tem cerca de 129 mil hectares. Para dar uma ideia, essa área equivale a quase 80 mil campos de futebol. A Unesco, agência da ONU para educação, ciência e cultura, reconhece o parque como Patrimônio Mundial.

Nos paredões de pedra, as pinturas resistem há milhares de anos. Elas são marcas deixadas pelos primeiros habitantes do continente americano, e o parque mistura ciência, natureza e cultura num mesmo passeio.
O parque tem mais de mil sítios arqueológicos catalogados. Cada um guarda um pedaço dessa história, e não são só pinturas. A região também tem formações geológicas que fazem parte da visita.
Museus para entender o parque antes da trilha
O Museu do Homem Americano reúne peças encontradas em pesquisas arqueológicas, além de fósseis, esqueletos e réplicas de povos que viveram na região. Recursos audiovisuais e projeções ajudam a contar essa história, e ela fica mais fácil de entender para quem nunca pisou ali.
Em Coronel José Dias fica o Museu da Natureza. Ele tem elementos interativos que simulam um voo panorâmico sobre as formações rochosas do parque. A aposentada Luciana Moreira contou que sentiu como se estivesse sobrevoando de asa delta e que ficou muito emocionada.
O programa foi ao ar pela TV Brasil, emissora pública que já exibiu a edição sobre o parque. Quem quer ver outros canais públicos na própria cidade pode conferir TV Câmara e TV Senado: em que canal ver na sua cidade.
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Quem cuidou da Serra da Capivara por décadas
A arqueóloga Niède Guidon pesquisou e protegeu o parque por mais de cinco décadas. Ela morreu em junho de 2025, mas o trabalho continua com pessoas como Gisele Felice, amiga e parceira de pesquisa dela.
Gisele conta que aprendeu arqueologia com Niède e também com os técnicos da região, que escavaram com ela e com outros pesquisadores. Segundo ela, Niède sempre foi generosa ao repassar conhecimento e dar oportunidades.
Para visitar, o parque abrange vários municípios, entre eles São Raimundo Nonato e Coronel José Dias. Quem vai ao local pode começar pelos museus, que ajudam a entender as pinturas antes de ver os paredões de perto.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


