Simony desaba na Globo e emociona Eliana ao relembrar sua luta
Simony chorou ao rever imagens do Balão Mágico no Em Família com Eliana e levou a apresentadora às lágrimas quando lembrou a tia que morreu de câncer....
Por Redação TV de Perto · Edição: Bruno Teles

Reprodução / uol
Simony chorou ao rever imagens do Balão Mágico no Em Família com Eliana e levou a apresentadora às lágrimas quando lembrou a tia que morreu de câncer. A participação de 11 de outubro aproximou a infância que marcou sua carreira da experiência de enfrentar a doença e do desejo de continuar presente na vida dos filhos.
Segundo a cobertura oficial do gshow, a cantora integrava o júri quando foi surpreendida pelo material de arquivo. “O Balão para mim sempre abre muitas caixinhas dentro de mim”, afirmou, ao associar as lembranças do programa a pessoas que já não estão vivas.
Por que a lembrança da tia mudou o tom da conversa?
A homenagem deixou de ser apenas uma viagem pelas músicas conhecidas do público quando Simony falou de Rose Benelli, a tia Mocinha. O relato publicado pelo Notícias da TV informa que as duas passaram pelo tratamento no mesmo período e chegaram a registrar juntas uma sessão de imunoterapia.
“A gente estava fazendo tratamento juntas”, lembrou a artista. A memória incluiu a convivência musical com a tia e a interpretação de You Light Up My Life, canção que ficou ligada à relação das duas.
A reação de Eliana acompanhou essa mudança de assunto. O arquivo remetia a uma história coletiva, reconhecida por quem assistia à televisão; o depoimento trouxe uma perda pessoal que Simony decidiu dividir naquele momento.
É importante respeitar a diferença entre a data do relato e a data da morte. A publicação documenta a lembrança feita no programa de domingo, mas não estabelece que a tia tenha morrido recentemente. Apresentar o depoimento como anúncio de um falecimento ocorrido naquele dia mudaria o fato.
Por que o Fofão apareceu entre as lembranças mais fortes?
Simony também recordou Orival Pessini, intérprete do Fofão. A presença do personagem está diretamente ligada à construção do Balão Mágico na televisão, como mostra o histórico preservado pelo Memória Globo.
No começo do programa, o boneco vivido por Pessini se comunicava por sons, e Simony traduzia para o público o que ele queria dizer. Depois, Fofão passou a conversar diretamente. A mudança ampliou a relação entre os apresentadores e permitiu outras formas de humor.
O arquivo também registra Fofinho, um boneco de pano interpretado por Tob, além de situações que misturavam o universo fantasioso a tarefas próximas da vida infantil. A conversa com as crianças não se apoiava somente em anunciar o próximo desenho.
Esse contexto ajuda a compreender a emoção diante de uma imagem antiga. Para o espectador, pode ser um personagem conhecido. Para quem trabalhou ao lado dele, a mesma cena remete a uma pessoa, a uma rotina e a experiências que não cabem inteiramente no trecho exibido.
Quanto tempo o Balão Mágico realmente ficou no ar?
O registro institucional informa que o programa foi exibido de 7 de março de 1983 a 28 de junho de 1986. A faixa começava às 11h, combinando apresentações com desenhos como Os Flintstones, Os Smurfs e Popeye.
O grupo musical já havia sido formado em 1982, com Tob, Mike e Simony, antes da chegada à televisão. Assim, a história dos discos e a trajetória do programa se cruzam, mas não começam exatamente na mesma data.
A duração ajuda a dimensionar o contraste apontado pela cantora: um período relativamente concentrado pode ocupar um espaço muito maior na lembrança de quem o acompanhou. A percepção afetiva não funciona como um calendário de exibição.
Para parte do público, a memória pode reunir músicas ouvidas depois, reprises, imagens de arquivo e histórias contadas em família. Por isso, reconhecer o repertório não significa necessariamente ter acompanhado o lançamento original. A força da lembrança pode atravessar formas diferentes de contato com a obra.
Como os bastidores construíam aquele mundo infantil?
O cenário ganhou uma nova configuração em 1984, criada por Jean Philippe Therene. Segundo o acervo da emissora, a referência eram os livros infantis antigos, com grama, flores, casas em formato de colmeia e uma paisagem com montanha e cachoeira.
O mesmo registro atribui a Pessini a criação da máscara do Fofão e a Ney Galvão o figurino de jardineira associado ao personagem. Esses detalhes mostram que a aparência familiar ao público era resultado de decisões de artistas e profissionais dos bastidores.
Olhar para essa construção ajuda a evitar que a nostalgia apague o trabalho. A espontaneidade percebida na tela convivia com cenografia, figurino, roteiro e interpretação. O universo parecia existir por conta própria porque diferentes pessoas atuavam para sustentá-lo.
Na homenagem a Simony, as imagens recuperaram apenas uma parte desse conjunto. Ainda assim, foram suficientes para aproximar a artista de lembranças que misturam realização profissional, convivência e saudade.
O sucesso ficou restrito às manhãs da Globo?
Não. O especial A Turma do Balão Mágico em Amigos do Peito foi exibido em 21 de setembro de 1984, às 21h20. A produção levou Simony, Mike, Tob, Jairzinho e Fofão a uma aventura com participação de convidados e um robô apresentado como Zip Zap.
O Memória Globo registra Fábio Jr. na abertura e Roberto Carlos apresentando o novo integrante, chamado de I.O. pelo cantor. A história misturava a construção de um balão a números musicais e encontros com outros artistas.
É Tão Lindo aparecia no repertório daquele especial, a mesma canção que Simony e Eliana interpretaram juntas no encerramento do programa deste domingo. O encontro recente, portanto, retomou uma música ligada à presença do grupo na televisão, e não um lançamento anunciado agora.
A passagem pela faixa noturna também amplia a lembrança do projeto. O Balão podia ocupar a rotina de uma criança pela manhã e reaparecer em um espetáculo pensado para outro horário. Sua história televisiva não se resume a um cenário ou a uma sequência fixa de desenhos.
Quando Simony falou publicamente sobre o diagnóstico?
A cobertura do gshow registra o diagnóstico de câncer de intestino em agosto de 2022. Em fevereiro de 2024, a cantora voltou às redes sociais para atualizar o acompanhamento e informar que os exames não mostravam tumor, após ter anunciado a remissão em 2023.
Essas datas ajudam a organizar o relato sem transformar uma entrevista de 2026 em um novo diagnóstico. O momento no programa de Eliana foi uma lembrança do período de tratamento e de suas consequências pessoais.
Também é necessário separar uma informação divulgada pela artista de uma avaliação médica independente. A reportagem não teve acesso a um laudo recente e não pode concluir, apenas pela participação televisiva, como está cada aspecto de seu acompanhamento atual.
A fé apareceu no depoimento como uma maneira de Simony expressar o desejo de permanecer com os filhos. Essa experiência deve ser respeitada como parte de sua história, sem ser convertida em uma explicação clínica ou em promessa de resultado para outras pessoas.
Como ela retomou o contato com o público nos palcos?
Em outubro de 2023, o gshow acompanhou o show Celebração, no Teatro Opus Frei Caneca, em São Paulo, apresentado como o retorno da cantora depois do período afastada. A noite recebeu Luiza Possi e Péricles e foi marcada pelo reencontro com o repertório e com a plateia.
Na ocasião, Simony disse: “A vida é a melhor coisa que a gente tem”. A cobertura também destacou a preparação para voltar a cantar e o significado que aquela apresentação tinha para ela.
Esse antecedente impede tratar a visita a Eliana como a primeira aparição profissional depois da doença. O retorno já vinha sendo construído por outras apresentações e manifestações públicas.
A distinção faz diferença porque uma trajetória de retomada pode envolver etapas. Um show, uma entrevista e uma participação em júri cumprem funções diferentes. Juntos, ajudam a mostrar que a artista não reapareceu de repente, como se todo o intervalo anterior tivesse desaparecido.
Qual era a proposta do especial de Eliana?
O anúncio oficial da edição, publicado em 8 de outubro, apresentou um programa ligado ao Dia das Crianças e à Maratona da Esperança. Simony foi convidada para o júri, ao lado de Lucy Ramos e Henrique Barreira, que também levaram familiares.
A disputa reuniu as famílias Botelho, de Teresina, Lima, de Ribeirão Pires, e Albuquerque, de Ananindeua. A música e a convivência entre gerações faziam parte do desenho anunciado para a atração.
Esse contexto situa a cantora em uma função profissional antes da homenagem. Ela não estava ali somente para responder sobre a saúde: participava de um programa de talentos e ajudava a avaliar apresentações.
O encontro com Eliana aproximou duas referências da televisão infantil, mas não anunciou a volta do Balão Mágico como programa regular. Uma apresentação especial pode recuperar repertório e personagens sem representar o lançamento de uma nova atração.
Quem perde quando a artista é reduzida ao tratamento?
Simony perde parte de sua identidade profissional quando tudo o que fez passa a ser explicado apenas pela doença. O público também perde acesso à história musical e televisiva que deu sentido à homenagem.
O cuidado não exige esconder o assunto. Ela própria decidiu abordá-lo e relacioná-lo à família. A questão é permitir que essa experiência exista ao lado de outras dimensões, sem ocupar sozinha o lugar de toda a carreira.
O mesmo vale para a tia lembrada no programa. Seu nome apareceu ligado a convivência e música, não apenas a um diagnóstico. Preservar essa amplitude evita que uma homenagem acabe resumindo uma pessoa à causa de sua morte.
O que fica depois da homenagem?
O gshow disponibilizou os registros da conversa e da interpretação de É Tão Lindo. Esses são os materiais adequados para acompanhar o encontro, distinguindo a fala de Simony de comentários acrescentados posteriormente por terceiros.
Não houve, nas fontes consultadas, anúncio de um novo programa infantil comandado pela cantora ou de uma reunião permanente do grupo. O acontecimento confirmado é a participação no especial, com a retomada de memórias e o dueto com Eliana.
O momento reuniu alegria e perda sem resolver uma emoção pela outra. Rever uma fase feliz também pode trazer a falta de quem a compartilhou. Foi essa combinação, mais do que uma simples sequência de sucessos antigos, que deu força à conversa.
Fontes
- gshow.globo.com: Depoimento, imagens de arquivo e dueto de Simony com Eliana. (conferido em 14 de outubro de 2026)
- noticiasdatv.uol.com.br: Relato sobre Rose Benelli, a tia Mocinha, e a reação da apresentadora. (conferido em 14 de outubro de 2026)
- redeglobo.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, Fofã (conferido em 14 de outubro de 2026)
- memoriaglobo.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, F (conferido em 14 de outubro de 2026)
- memoriaglobo.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, F (conferido em 14 de outubro de 2026)
- memoriaglobo.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, F (conferido em 14 de outubro de 2026)
- memoriaglobo.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, F (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, Fofão e (conferido em 14 de outubro de 2026)
- gshow.globo.com: Anúncio de 08/10 sobre júri, famílias e proposta do especial; - Formação do grupo e datas de exibição; - Simony, Fofão e (conferido em 14 de outubro de 2026)
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