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Cirurgia que o SUS fazia só para câncer agora vale para mutilação total ou parcial

A Lei 15.171/2025 amplia a reconstrução mamária pelo SUS para casos de mutilação total ou parcial. Veja quem tem direito e o que muda.

Cirurgia que o SUS fazia só para câncer agora vale para mutilação total ou parcial
Imagem: U.S. Air Force photo/Airman 1st Class Ryan Conroy/Wikimedia Commons (Public domain).

A reconstrução mamária pelo SUS deixou de ser só para quem trata câncer. A Lei 15.171/2025 amplia esse direito para os casos de mutilação total ou parcial da mama, e a mudança alcança mulheres que antes ficavam de fora.

O que a lei muda na prática

A lei foi sancionada em 17 de julho de 2025 e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. Antes dela, a previsão no SUS valia para o tratamento do câncer. O que muda é o motivo que dá direito à cirurgia.

Resumo em dados
AssuntoCirurgia que o SUS fazia só para câncer agora vale para mutilação total ou parcial
Data25/10/2026
Fontegnews:O POVO
Fonte: dados oficiais citados por gnews:O POVO

A lei também altera a Lei 9.797/1999, que já tratava da cirurgia reparadora depois da mastectomia. Ela mexe ainda na Lei 9.656/1998, que regula os planos de saúde, e prevê assistência psicológica e multiprofissional para quem passa pelo procedimento.

  • Quem: mulheres com mutilação mamária total ou parcial.
  • Base legal: Lei 15.171, de 17/07/2025.
  • Planos de saúde: a mudança também atinge os planos, pela alteração na Lei 9.656/1998.
  • Acompanhamento: a lei prevê apoio psicológico e de equipe multiprofissional.

Linha do tempo

  • 17/07/2025: a Lei 15.171 é sancionada.
  • 18/07/2025: a lei sai no Diário Oficial da União, seção 1, página 3.
  • 2025: segundo o Ministério da Saúde, citado pela Medicina S/A, as reconstruções passaram as mastectomias pela primeira vez no SUS.

Segundo o mesmo ministério, a virada veio com menos retiradas totais da mama, substituídas por quadrantectomias, segmentectomias e setorectomias, e com mais acesso para mulheres que esperavam na fila. Ou seja, a mudança não depende só da lei: também depende de como os hospitais passaram a tratar cada caso.

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