Malas de passageiros eram usadas em esquema de tráfico no aeroporto de Guarulhos, segundo investigação que levou à prisão de 12 suspeitos e revelou troca de etiquetas
Investigação no aeroporto de Guarulhos aponta troca de etiquetas de malas para enviar cocaína ao exterior. A operação prendeu 12 suspeitos.
Por Redação TV de Perto · Edição: Bruno Teles

Reprodução / r2
A Polícia Federal prendeu 12 suspeitos em investigação sobre envio de cocaína pelo aeroporto de Guarulhos. Segundo o Jornal da Record, funcionários eram cooptados e etiquetas de malas de passageiros eram trocadas. O grupo enviava pelo menos duas remessas mensais ao exterior, enquanto a polícia pediu bloqueio de recursos financeiros.
A Polícia Federal prendeu 12 suspeitos de envolvimento em um esquema de envio de cocaína ao exterior pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Segundo a investigação, a organização cooptava funcionários com acesso a áreas restritas e usava a troca de etiquetas de bagagens de passageiros para movimentar as drogas.
As informações foram apresentadas pelo Jornal da Record na edição de 7 de outubro de 2026, publicada no canal do telejornal em 8 de outubro. A reportagem mostrou imagens do deslocamento de malas e explicou que os investigadores identificaram pelo menos duas remessas mensais de cocaína, com destino prioritariamente à Europa.
Reprodução/YouTube/Jornal da Record
Funcionários com acesso restrito eram alvo de cooptação
A investigação apontou a participação de funcionários que podiam entrar em áreas restritas do aeroporto. Um representante da polícia explicou que a organização explorava o credenciamento e o acesso desses trabalhadores para inserir cocaína na operação de transporte aéreo, aproveitando atividades que já faziam parte da rotina do terminal.
O acesso autorizado dos funcionários era uma peça do esquema descrito pela PF. A suspeita recaía sobre o uso dessa condição para movimentar cargas ilegais, e não apenas sobre pessoas tentando entrar em locais proibidos. A apuração buscava identificar como os envolvidos se articulavam para colocar as bagagens no caminho das aeronaves.
Etiquetas de passageiros eram usadas na movimentação das malas
A troca de etiquetas aparece entre os procedimentos investigados. Segundo a reportagem, malas com cocaína podiam ser colocadas nos porões das aeronaves ou trocadas por bagagens de passageiros. O esquema incluía, portanto, o uso de informações ligadas a pessoas que não participavam da organização criminosa.
Um policial ouvido pelo telejornal mencionou pelo menos cinco pessoas vinculadas ao mecanismo de troca de etiquetas. Esse dado se refere a uma parte da atuação sob investigação. A edição informou 12 prisões na operação, sem apresentar uma divisão completa dos papéis atribuídos a cada suspeito ou tratar todos como responsáveis pela mesma tarefa.
Imagens mostram bagagens entre o saguão e a esteira
As imagens apresentadas na reportagem mostram um funcionário com malas no saguão. Em seguida, as mesmas bagagens aparecem na esteira. A sequência foi exibida como parte da explicação sobre o deslocamento dos volumes dentro do aeroporto e sobre a forma como a organização se aproveitava da estrutura existente.
A circulação das malas ajudava a ilustrar a atuação investigada, enquanto a explicação policial detalhava o uso do acesso restrito. O material apresentado não identificou passageiros específicos atingidos pela troca de etiquetas. O foco estava na movimentação das bagagens e na participação suspeita de pessoas que trabalhavam no terminal.
Prisão de dois funcionários deu início à apuração
A investigação começou em julho do ano anterior à edição, depois da prisão de dois funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo. Eles foram detidos por trocar etiquetas de malas. A partir desse episódio, a Polícia Federal avançou na identificação de uma estrutura que enviava drogas para fora do país.
A ocorrência inicial e as 12 prisões anunciadas na operação pertencem a momentos diferentes do relato. As detenções dos funcionários aparecem como ponto de partida da apuração, enquanto a ação mostrada pelo telejornal alcança outros suspeitos. A reportagem não informa o número total de pessoas investigadas ao longo de todo o período.
Reprodução/YouTube/Jornal da Record
PF identifica pelo menos duas remessas de cocaína por mês
A Polícia Federal descobriu que a organização enviava ao exterior pelo menos duas remessas mensais de cocaína. O destino prioritário era a Europa, conforme a explicação apresentada. O dado descreve uma frequência mínima identificada pelos investigadores, sem detalhar todos os trajetos utilizados ou os países de chegada.
A reportagem não informa o peso de cada remessa. Por isso, a frequência mensal não permite calcular a quantidade total transportada durante a atuação do grupo. O que a edição apresenta é uma operação recorrente de envio de drogas, em vez de uma única tentativa de embarque descoberta no aeroporto.
Mandados alcançam São Paulo e Minas Gerais
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Santo André e Guarulhos, na Grande São Paulo, na capital paulista e também em Minas Gerais. A ação, assim, não ficou limitada às dependências do terminal, embora o aeroporto fosse o ponto central do esquema de transporte descrito.
A operação terminou com 12 suspeitos presos, segundo o número informado pelo telejornal. A reportagem não detalhou quantas detenções ocorreram em cada cidade. Também não apresentou uma relação nominal dos investigados ou uma identificação individual de todos os trabalhadores suspeitos de aproveitar o acesso à estrutura aeroportuária.
Polícia pede bloqueio de mais de R$ 4 milhões
Além das prisões e das buscas, a Polícia Federal pediu o bloqueio de mais de R$ 4 milhões ligados à organização investigada. A medida financeira foi citada entre as ações adotadas na apuração, ao lado da identificação dos envolvidos na movimentação e no embarque das malas.
O valor aparece como objeto de um pedido de bloqueio, sem confirmação, no trecho, de que toda a quantia já tivesse sido bloqueada. A edição também não detalhou contas, bens ou a divisão dos recursos entre os suspeitos. O número se refere à frente financeira da investigação apresentada pela polícia.
Bagagens de pessoas sem ligação com o tráfico entram no relato
A reportagem destacou que as etiquetas trocadas pertenciam a bagagens de passageiros inocentes. Esse aspecto amplia o alcance do caso para além das pessoas investigadas, porque inclui o uso de volumes e identificações de quem estava no aeroporto para uma viagem comum, sem participar do envio de drogas.
O relato disponível não apresenta depoimento de um passageiro específico nem informa uma prisão de viajante decorrente dessa operação. A irregularidade descrita é a utilização de bagagens e etiquetas no esquema. A apuração mostrada procura responsabilizar os envolvidos na organização, com base no acesso ao terminal e nas movimentações identificadas.
Reprodução/YouTube/Jornal da Record
Outra ocorrência encontra drogas em embalagens de entrega
Em um caso distinto exibido na mesma edição, um motociclista que se apresentava como entregador foi preso durante uma abordagem em São Paulo. A ação foi registrada pela câmera corporal de um policial militar. Os pacotes se pareciam com encomendas comuns, mas o relato do homem e o cheiro despertaram a suspeita dos agentes.
A polícia encontrou quase um quilo de maconha distribuído em 23 embalagens de entrega, além de 18 gramas de cocaína. O homem tentou fugir, foi contido e levado para a viatura. Essa ocorrência não foi apresentada como parte da investigação de Guarulhos, mas como outro exemplo de uso de atividades cotidianas para disfarçar o transporte de drogas.
Polícia relata uso da rotina de entregadores como camuflagem
Segundo a explicação policial, o crescimento das entregas criou um ambiente que criminosos tentam explorar para circular sem chamar atenção. A movimentação de milhares de trabalhadores honestos permite que pessoas com cargas ilegais tentem se misturar à rotina das ruas, usando mochilas e embalagens associadas ao serviço.
A edição também citou uma ocorrência em que maconha era transportada em recipientes de bolo de pote. Seis pessoas foram presas nesse outro caso. Os episódios envolvem formas distintas de esconder ou apresentar a carga, sem que a reportagem estabeleça uma ligação entre esses grupos e a organização investigada no aeroporto.
Operação Dinheiro Suado mira tráfico e lavagem em quatro estados
A Polícia Federal realizou ainda a Operação Dinheiro Suado, direcionada a uma organização suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação alcançou Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Segundo a reportagem, os investigados traziam cocaína da Bolívia e movimentaram R$ 5,5 milhões em cinco meses. O valor descreve a movimentação atribuída a esse grupo, diferente do pedido de bloqueio de mais de R$ 4 milhões relacionado ao caso de Guarulhos. A edição apresentou as operações separadamente, sem apontar participação das mesmas pessoas.
Investigação no Rio apura fornecimento de armas a traficantes
Outra frente policial exibida pelo telejornal foi uma ação da PF com o Ministério Público do Rio de Janeiro. A investigação apurava a venda de armas para traficantes do Complexo de Israel e o repasse de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações e mandados de prisão.
Cinco pessoas foram presas, entre elas ex-policiais militares, um policial da ativa e um ex-assessor da Assembleia Legislativa. A reportagem informou que fuzis, pistolas e dinheiro foram apreendidos. Esse caso ampliava o panorama das operações mostradas na edição, passando do transporte de drogas ao suposto fornecimento de armamento e informações a grupos criminosos.
Apuração de Guarulhos reúne acesso ao terminal e movimentação financeira
No caso do aeroporto, os pontos apresentados pela investigação incluem a cooptação de funcionários, o uso de áreas restritas, a circulação de malas e a troca de etiquetas. A frequência mínima de remessas identificada pela PF indica que a apuração buscou acompanhar uma atividade repetida de envio de cocaína ao exterior.
O resultado informado foi de 12 suspeitos presos e pedido de bloqueio superior a R$ 4 milhões. A edição não apresentou condenações dos envolvidos nem uma conclusão judicial sobre a responsabilidade individual de cada pessoa. O relato encerrou o caso nessa fase, com os dados reunidos pela polícia e as medidas adotadas na operação.
Assista ao vídeo
Assista à edição do Jornal da Record no canal do telejornal.
Na sua opinião, qual ponto dessa investigação mais chama atenção: o acesso de funcionários a áreas restritas ou o uso de etiquetas de passageiros sem ligação com o esquema? Deixe sua opinião nos comentários.
Fontes
- youtube.com: vídeo do canal Jornal da Record (conferido em 15 de outubro de 2026)