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4 estrelas da infância voltam à TV e emocionam o Encontro

O Encontro reuniu quatro atrizes que marcaram a televisão infantil e transformou o Dia das Crianças em uma visita a personagens que atravessaram...

Por Redação TV de Perto · Edição: Bruno Teles

4 estrelas da infância voltam à TV e emocionam o Encontro
Reprodução / globo. Fonte original

4 estrelas da infância voltam à TV e emocionam o Encontro Reprodução / globo

O Encontro reuniu quatro atrizes que marcaram a televisão infantil e transformou o Dia das Crianças em uma visita a personagens que atravessaram gerações. Dhu Moraes se emocionou ao receber uma mensagem de Isabelle Drummond, com quem contracenou no Sítio do Picapau Amarelo.

Segundo o gshow, Patrícia Poeta recebeu Norma Blum, Catarina Abdalla, Dhu Moraes e Bettina Viany no programa de 12 de outubro. O reencontro aproximou a Maribel de Pluft, a Cuca dos anos 1980, a Tia Nastácia dos anos 2000 e a Fada Violeta de Caça Talentos.

1. O que fez Dhu Moraes se emocionar?

Isabelle Drummond apareceu em uma mensagem para a antiga colega de elenco. A intérprete de Emília recordou o acolhimento recebido quando criança e a relação de amizade e admiração que permaneceu depois daquele trabalho.

Catarina também recebeu uma lembrança de um parceiro de cena: Romeu Evaristo, o Saci da primeira versão do Sítio na Globo. Ao falar da Cuca, a atriz destacou o prazer de inventar maneiras de interpretar a personagem.

O encontro não foi anunciado como uma nova temporada dos programas antigos. Foi uma homenagem às artistas e aos trabalhos que continuaram associados a elas muito depois do encerramento das gravações.

2. Quem era a Maribel interpretada por Norma Blum?

Em Pluft, o Fantasminha, Norma vivia a menina sequestrada pelo Pirata da Perna de Pau, interpretado por Flávio Migliaccio. Escondida no sótão de uma casa, Maribel encontrava uma família de fantasmas e criava uma amizade com Pluft, personagem de Dirce Migliaccio que tinha medo de gente.

O Memória Globo identifica a adaptação como a primeira produção infantojuvenil brasileira realizada em cores. A atração foi produzida em colaboração com a TV Educativa, com adaptação e direção de Geraldo Casé.

A exibição aconteceu entre abril e maio de 1975, com capítulos de aproximadamente meia hora. Parte das gravações ocorreu na praia de Grumari, no Rio de Janeiro, onde a equipe ficou acampada durante três dias.

A origem estava na peça de Maria Clara Machado, encenada no Tablado em 1955. Portanto, a personagem lembrada no Encontro ligava a atriz não apenas à história dos programas infantis, mas também à passagem de um clássico do teatro para a televisão.

3. Por que Norma também representa o começo das novelas da Globo?

A carreira da atriz na emissora começou antes de Pluft. Seu perfil no Memória Globo registra um convite em 1964 para integrar o elenco que participaria da estreia do canal e o trabalho à frente de Romance na Tarde, com filmes e entrevistas.

Norma também esteve em Ilusões Perdidas, de 1965. Na homenagem do Encontro, essa participação ajudou a mostrar uma trajetória que não se limitou à personagem infantil resgatada naquele dia.

Depois de uma fase dedicada ao teatro, o convite de Geraldo Casé marcou seu retorno à emissora em 1975. No mesmo ano, interpretou Aurélia Camargo em Senhora, adaptação de Gilberto Braga dirigida por Herval Rossano.

O percurso ainda inclui Malvina em Escrava Isaura e Valquíria na minissérie Anos Rebeldes. São personagens de naturezas diferentes, que permitem reconhecer a dimensão de uma carreira por vezes condensada, na memória do público, em uma única imagem da infância.

4. O que havia de especial em Ilusões Perdidas?

O arquivo da emissora apresenta Ilusões Perdidas como sua primeira novela. Escrita por Ênia Petri e dirigida por Líbero Miguel e Sérgio Britto, a produção foi exibida entre 26 de abril e 30 de julho de 1965.

Leila Diniz e Reginaldo Faria formavam o par romântico principal. A personagem de Leila era também a vilã da história, enquanto Osmar Prado interpretava seu irmão.

A ficha registra 56 capítulos. Ao colocar uma participante daquele elenco ao lado de atrizes ligadas a programas das décadas seguintes, o Encontro criou uma ponte entre momentos bastante distintos da produção televisiva.

Esse recorte explica por que a homenagem não se esgotava em figurinos de fadas ou lembranças de bonecos. Havia ali uma artista que participou da implantação da dramaturgia diária da Globo e depois alcançou outro público com uma menina que fazia amizade com fantasmas.

5. Como Catarina entrou na história da Cuca?

A personagem não teve uma única intérprete durante a primeira versão do Sítio na Globo. O registro sobre a evolução do programa informa que Dorinha Duval deu lugar a Stela Freitas, substituída por Catarina em 1981.

Catarina permaneceu no papel até 1986. Sua passagem coincidiu com outras mudanças no elenco infantil, necessárias à medida que as crianças cresciam e já não correspondiam à idade dos personagens.

Para escolher novos Pedrinho e Narizinho, a emissora recebeu cerca de sete mil cartas. Depois de entrevistas e testes, Marcelo José Patelli e Daniele Cristina Rodrigues foram selecionados para integrar o programa.

O Sítio também mudou de formato, duração das histórias e horário ao longo dos anos. Em 1984, passou a ter uma reprise matinal, além da exibição à tarde, numa tentativa de alcançar espectadores de outras faixas etárias.

6. Como o primeiro Sítio construiu seu mundo de fantasia?

A produção exibida a partir de 1977 nasceu de um convênio entre a Globo, a TV Educativa e o Ministério da Educação e Cultura. A proposta combinava entretenimento com informação, mantendo o ambiente rural dos livros de Monteiro Lobato.

A preparação começou cerca de um ano antes da estreia, conforme o arquivo de produção. Em uma propriedade de Barra de Guaratiba, no Rio, foram construídos casa, varanda e celeiro, com horta, pomar e jardim.

Arlindo Rodrigues ficou responsável por cenários e figurinos. Os bonecos foram criados por Rui de Oliveira e Marie Louise Neri, num trabalho que dava forma visível aos personagens que os leitores já conheciam.

A equipe também utilizava a técnica de cromaqui para combinar imagens e produzir diferenças de tamanho entre personagens. A fantasia dependia, assim, de interpretação, desenho, construção, roupas e soluções de estúdio, não apenas dos atores que apareciam diante da câmera.

7. Dhu e Isabelle trabalharam juntas durante qual fase?

A galeria oficial de personagens da segunda versão registra Dhu Moraes como Tia Nastácia entre 2001 e 2006. Isabelle Drummond aparece como Emília nesse mesmo período, antes da mudança de elenco da temporada de 2007.

Nicette Bruno interpretou Dona Benta nos primeiros anos dessa versão, seguida por Suely Franco. Lara Rodrigues, Caroline Molinari e Amanda Diniz passaram pelo papel de Narizinho em etapas diferentes.

Essas substituições ajudam a explicar por que pessoas que acompanharam o mesmo título podem recordar rostos distintos. O nome do programa permanecia, mas a composição do elenco se transformava conforme as temporadas.

No caso de Dhu e Isabelle, a convivência ocorreu em uma fase compartilhada e identificável da produção. A homenagem colocou novamente lado a lado, ainda que por meio de uma mensagem gravada, a atriz adulta que acolhia e a antiga criança que guardou essa lembrança.

8. Como era a cozinha da Tia Nastácia nos bastidores?

A segunda versão também teve diferentes espaços de gravação. O Memória Globo informa que as externas passaram pela Ilha de Guaratiba e por Camorim, até a construção de uma cidade cenográfica no Projac, em 2004.

O conjunto ocupava quatro mil metros quadrados e incluía Arraial dos Tucanos, igreja, celeiro, lago e jardins. Na cozinha de Tia Nastácia, a produção colocou compotas, panelas de bronze, coador de pano, fogão a lenha e cortina de renda.

São elementos concretos por trás da imagem de acolhimento associada à personagem. A cozinha não era apenas um fundo para os diálogos, mas um ambiente preparado para sugerir a vida cotidiana daquela casa.

A cenografia buscava referências em cidades do interior paulista e nas descrições de Monteiro Lobato. O espaço familiar e os recursos de fantasia conviviam na mesma produção, permitindo que uma conversa doméstica desembocasse em uma aventura impossível.

9. Quem era a Fada Violeta de Caça Talentos?

Bettina Viany interpretava Violeta, uma das fadas responsáveis pela criação de Bela, personagem de Angélica. Ao lado de Margarida, vivida por Marilu Bueno, ela participava do núcleo mágico da novelinha exibida dentro do Angel Mix.

Bela havia sido encontrada ainda bebê e crescia acreditando pertencer àquele universo. A descoberta de sua origem humana movimentava o conflito entre a floresta encantada e a vida fora dela.

Caça Talentos ficou no ar de 1996 a 1998. A presença de Violeta completou, no Encontro, uma lembrança da ficção infantil que ultrapassava o Sítio e alcançava o público dos anos 1990.

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