Doação de órgãos: por que a família precisa autorizar, como funciona e os números do SUS
Doação de órgãos exige autorização da família. Veja como funciona, quem pode doar, quantos transplantes o SUS fez em 2025 e a campanha do Ministério da Saúde.

Para doar órgãos no Brasil, a autorização da família é indispensável, e por isso o Ministério da Saúde lançou a campanha "Já decidiu ser doador(a)? Conte isso para quem você ama". A ideia é que quem quer ser doador avise a família, que será consultada na hora da decisão.
Segundo o ministério, uma única doação pode salvar até sete vidas.
Como funciona a doação
O processo começa com a confirmação da morte encefálica. Só então a família é consultada. Adultos e crianças podem ser doadores, mas, no caso de menores, os pais ou responsáveis legais é que precisam autorizar.
A doação é voluntária, gratuita e segue critérios técnicos e éticos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. Órgãos como coração, rim, pulmão e fígado são destinados a pacientes que estão na fila de espera.
O SUS cobre todas as etapas: exames, cirurgia, acompanhamento médico e medicamentos depois do transplante.
Reprodução/vallhebron.com. Fonte
Quantos transplantes o SUS faz
A rede conta com 826 serviços habilitados para transplantes e 1.722 equipes especializadas. Os números de transplantes cresceram:
| Ano | Transplantes realizados |
|---|---|
| 2022 | 25.641 |
| 2025 | 31.745 |
O aumento é de 29%. Em 2025, foram 4.808 voos para transportar órgãos, uma alta de 22% em relação a 2022.
O que o ministério faz para treinar equipes
O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, o PRODOT, capacita profissionais de saúde. O treino ensina a identificar potenciais doadores, diagnosticar a morte encefálica e conduzir as entrevistas com as famílias.
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Como se tornar doador
A página do ministério não explica como declarar a vontade de ser doador e não traz o tamanho da fila de espera nem a taxa de recusa das famílias. O ponto central da campanha é a conversa: quem decide doar deve contar a decisão a quem pode ser consultado.
Outras ações do Ministério da Saúde estão em a expansão da telessaúde no SUS, com 63 núcleos e em o projeto Saúde Digital sem Racismo.
O próximo passo, segundo a campanha, é conversar com a família sobre a sua decisão.
Fonte: gov.br


