Homem acorrentado em ato político no Rio leva ministério federal a pedir investigação
Ministério da Igualdade Racial pede investigação por racismo após cena de homem negro acorrentado em ato no Rio. Veja o que se sabe.

O Ministério da Igualdade Racial pediu uma investigação por crime de racismo sobre imagens de um homem negro acorrentado durante um ato no Rio de Janeiro. O pedido saiu no domingo (25/10), um dia depois de a cena viralizar nas redes sociais. Em nota oficial, a pasta classificou o caso como inaceitável. O comunicado está no site do Ministério da Igualdade Racial.
Linha do tempo do ato no Rio
- Sábado (24/10): o ato batizado de "Bloco do 22" reuniu milhares de apoiadores na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no encerramento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
- Sábado (24/10): a cena do homem acorrentado viraliza nas redes sociais.
- Domingo (25/10): o Ministério da Igualdade Racial pede a investigação.
| Assunto | Ministério pede investigação após cena de homem negro acorrentado em ato |
|---|---|
| Data | 25/10/2026 |
| Fonte | Metrópoles |
O pedido de investigação por racismo
A pasta pediu que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro investiguem o caso. Em nota, o ministério disse que a cena remete ao período da escravidão no Brasil.
Segundo a nota, cenas assim, "especialmente no contexto eleitoral", têm "um significado ainda mais profundo" sobre as marcas da escravidão. Para o órgão, é inaceitável que uma pessoa negra seja acorrentada e humilhada. Isso ainda mais por reproduzir uma dinâmica que a Organização das Nações Unidas reconhece como o maior crime já cometido contra a humanidade.
Quem recebe o pedido e o que falta
- O pedido: investigação por crime de racismo.
- Para quem: Ministério da Justiça e Segurança Pública e Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro.
- O que falta: identificar o homem que aparece com roupas verde e amarelas.
- Próximo passo: os órgãos decidem se abrem a apuração.
Por enquanto, o caso depende dos órgãos citados. Quem quiser acompanhar o andamento pode seguir os comunicados do Ministério da Igualdade Racial e da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio.
Fonte: Metrópoles



