Vice-prefeita pediu para ser ouvida pela Justiça uma semana antes de morrer
Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira (SP), morreu em acidente. A Justiça autorizou o interrogatório dela. Veja a linha do tempo.

Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita e ex-secretária de Saúde de Ribeira (SP), morreu em um acidente de carro no fim de setembro. A Justiça de Apiaí só decidiu interrogá-la no início de outubro, já depois da morte.
A decisão chamou atenção por um motivo. Segundo o despacho, citado pela imprensa, a vice tinha manifestado "expressamente interesse em ser interrogada" cerca de uma semana antes de morrer. A defesa dela já tinha comunicado a morte ao juízo e pediu a suspensão do processo em relação a ela.
Como o caso chegou até a morte da vice-prefeita de Ribeira
- Agosto de 2025: a Justiça determina o afastamento cautelar de Juliana do cargo.
- 16/09/2025: uma decisão afasta o prefeito Ari do Carmo dos Santos (PSD) por 90 dias, a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
- Junho de 2026: o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) mantém o afastamento da vice após um habeas corpus.
- 26/09/2026: Juliana morre após um acidente de carro em Ribeira, segundo Band e BNews.
- Início de outubro de 2026: a Justiça de Apiaí manda o processo para a fase de produção de provas e autoriza os interrogatórios da vice e do prefeito, além de testemunhas.
| Assunto | Vice-prefeita pediu para ser ouvida pela Justiça uma semana antes de morrer |
|---|---|
| Data | 25/10/2026 |
| Envolvidos | Vice Prefeita, Justica |
| Número citado 1 | 90 dias: afasta o prefeito Ari do Carmo dos Santos (PSD) por 90 dias, a pedido do Minist |
| Número citado 2 | R$ 30 mil: que Juliana e Ari indenizem os cofres públicos em cerca de R$ 30 mil por uma... |
| Número citado 3 | R$ 41,2 mil: Na outra ação, por improbidade, a imprensa fala em R$ 41,2 mil do Fundo... |
| Fonte | g1 |
Os R$ 41,2 mil e os R$ 30 mil em disputa
São duas ações diferentes, com valores diferentes. Na ação sobre a servidora, o Ministério Público pede que Juliana e Ari indenizem os cofres públicos em cerca de R$ 30 mil por uma contratação irregular.
Na outra ação, por improbidade, a imprensa fala em R$ 41,2 mil do Fundo Municipal de Saúde usados em uma "amarração amorosa". Esse número vem de reportagens, não de um documento do processo.
Fazendo a conta: a diferença entre os dois valores é de R$ 11,2 mil. O montante da ação da "amarração" é cerca de 37% maior que o ressarcimento pedido na ação da servidora.
Quem era a servidora no centro da ação
Ela tinha 17 anos na época da contratação e seria filha do antigo secretário municipal. Ao Ministério Público, a jovem disse que não tinha nenhuma capacitação técnica e que atuava como auxiliar de informática a pedido do pai.
A servidora é a parte da história que mais pesa no processo. Por isso, a conta de R$ 30 mil aparece em quase todas as reportagens sobre o caso.
O que já está claro e o que ainda depende da Justiça
A morte da vice e o afastamento de agosto de 2025 aparecem em mais de um veículo. A decisão de interrogá-la é do início de outubro e também foi noticiada por g1.
Ainda não há decisão sobre os embargos de declaração que a defesa apresentou, apontando omissões e contradições no despacho. Enquanto isso, o processo segue sem data para os depoimentos.
O que vem agora para a família e o espólio
A defesa pediu que os prazos e atos processuais não atinjam Juliana, o espólio ou os herdeiros antes da regularização do processo. Na prática, a família precisa aparecer no processo para receber os atos da Justiça.
O próximo passo é a volta do processo à Justiça para marcar a audiência de instrução e julgamento. É nessa audiência que devem acontecer os depoimentos autorizados, incluindo o do prefeito Ari do Carmo dos Santos.
Se você acompanha a política de Ribeira, a data da audiência é o próximo sinal a observar. Até lá, o caso segue com a decisão sobre os embargos pendente.
Fonte: g1



