Canal Exército do Lula no WhatsApp: entenda cada decisão do TSE desde 11 de outubro
O TSE suspendeu e mandou restabelecer o canal Exército do Lula no WhatsApp entre 11 e 14 de outubro. Veja a linha do tempo e os números.

O canal Exército do Lula no WhatsApp foi tirado do ar duas vezes entre 11 e 14 de outubro, e o TSE acabou mandando a Meta restabelecê-lo por completo.
Quem criou o Exército do Lula e por que o TSE foi acionado
O canal foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e virou ferramenta de mobilização da campanha de Lula. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu a suspensão e acusa Janones de coordenar desinformação contra o adversário. Janones nega.

A eleição de 2º turno é neste domingo (25).
As decisões do TSE sobre o canal, dia a dia
- 11/10: o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu o canal. No mesmo dia, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento e levou o caso ao plenário.
- 12/10: Nunes Marques mandou a equipe técnica do TSE analisar possível desinformação no canal e checar se mensagens iguais circulavam em outras plataformas.
- 13/10: a campanha de Lula registrou o canal no DivulgaCand. Nunes Marques tirou o canal do ar de novo, por 48 horas.
- 14/10: o presidente do TSE determinou à Meta, dona do WhatsApp, o "restabelecimento integral" do canal, com novas publicações e entrada de seguidores. A Meta teve 24 horas para informar providências e eventuais limitações técnicas.
Dois números para o mesmo canal
A Folha falou em mais de 10 milhões de participantes na noite de sábado (24). Reportagens do DGABC e da Revista Oeste citaram cerca de 3 a 3,4 milhões.
Os números não batem. A diferença é de quase três vezes: 10 milhões divididos por 3,4 milhões dá 2,9.
O pedido de isonomia e a Tropa do Flávio
A campanha de Lula pediu que o canal Tropa do Flávio fosse suspenso pelo mesmo período de 48 horas, por isonomia.
O que muda para quem segue o canal
A ordem de 14/10 prevê o canal de volta com publicações novas e entrada de seguidores. Janones disse que a mobilização continua em outras plataformas e que foi impedido de criar outro canal.
Para acompanhar outro canal oficial de Justiça no WhatsApp, o STJ anunciou o seu na sexta-feira (23). Veja como entrar.
Fonte: Folha Poder



