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Cartórios liberam busca por CPF e CNPJ; entenda o que um resultado positivo não prova

Pesquisa Nacional de Bens liberou a busca por CPF ou CNPJ em 3,6 mil cartórios de imóveis. Veja como funciona, o que o resultado mostra e o que não prova.

Edição: Bruno Teles
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Cartórios liberam busca por CPF e CNPJ; entenda o que um resultado positivo não prova
Imagem: Reprodução/agenciabrasil.ebc.com.br.

Os cartórios de Registro de Imóveis do país passaram a permitir a busca por CPF ou CNPJ em mais de 3,6 mil unidades, dos 26 estados e do Distrito Federal, pela Pesquisa Nacional de Bens. A ferramenta fica na plataforma RI Digital, do Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, o ONR, e foi lançada em outubro.

O primeiro resultado sai em menos de um minuto.

Como funciona a Pesquisa Nacional de Bens

A busca localiza ocorrências de um CPF ou CNPJ nos registros imobiliários. O serviço já existia, mas só cobria dez unidades da federação. Agora, com os demais estados, tem abrangência nacional. O ONR informa que o sistema funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

Se algum cartório estiver temporariamente fora do ar, o sistema tenta de novo a cada 20 minutos, até três vezes, para completar a consulta em até uma hora.

Cena de reportagem: identity Verification Merchant’s Guide Book Brazil - Shufti, no trecho “Aparecer na busca não prova que a pessoa é dona” Reprodução/shuftipro.com. Fonte

Aparecer na busca não prova que a pessoa é dona

Um resultado positivo não significa que o CPF pesquisado seja o do proprietário atual. A pessoa pode constar ou ter constado na matrícula como proprietária, locatária, fiadora ou titular de outro direito.

Para descobrir o tipo de vínculo, o usuário pode pedir uma certidão digital ou fazer a Pesquisa Qualificada, que também está na plataforma. O material não informa o custo da busca nem o da certidão.

Quem pode usar e o que diz o ONR

Cidadãos, escritórios de advocacia, empresas do mercado imobiliário, companhias de recuperação de crédito e instituições que analisam patrimônio podem usar a ferramenta. No setor público, entram procuradorias, tribunais, Ministério Público e órgãos policiais.

Para Flaviano Galhardo, diretor-geral do ONR, o potencial é grande para cidadão, mercado e Poder Público. Ele a descreve como "um instrumento de rastreamento patrimonial seguro", alinhado a padrões de compliance, proteção de dados e governança.

Os números da ferramenta anterior

O serviço antigo teve mais de 4,3 milhões de consultas desde 2021, sendo 1,14 milhão em 2025 e mais de 800 mil nos oito primeiros meses de 2026. A Pesquisa Qualificada soma 8,8 milhões de consultas desde 2021.

O ONR diz que a ampliação foi possível porque os acervos imobiliários foram digitalizados e os dados, estruturados pelos cartórios. Movimentos de imóveis também aparecem em negócios de empresas, como quando o Carrefour vendeu 22 imóveis ao Pátria e passou a pagar aluguel.

Para fazer a busca, é só acessar o RI Digital e informar o CPF ou CNPJ. Se o objetivo for confirmar a propriedade, peça a certidão digital depois do resultado, e use a mesma plataforma para outras consultas, como esta dica de tecnologia sobre canais que sumiram da TV para quem prefere um passo a passo simples.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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